Festa de Cosme e Damião: conheça a origem e o sincretismo religioso envolvido

Festa de Cosme e Damião: conheça a origem e o sincretismo religioso envolvido

28 de setembro de 2018 0 Por Sérgio D`Giyan

 

TIAGO CHAGAS1 DIA AGO0  0

 

A festa popular de Cosme e Damião, no Brasil, é mais do que apenas uma celebração católica. Devido ao sincretismo religioso iniciado no período da escravidão, as comemorações são carregadas de referências às religiões afro-brasileiras.

Nesse contexto, o site da Igreja Universal do Reino de Deus publicou uma matéria sobre a origem do dia de Cosme e Damião no catolicismo, assim como sua ligação com as tradições africanas mantidas pelos escravos séculos atrás.

No texto, a denominação pontua que Cosme e Damião eram gêmeos de origem árabe, de família cristã, e foram perseguidos pelos poderosos de seu tempo por conta de seu talento com a medicina, que terminava chamando atenção para a fé que praticavam.

Em relação ao período de escravidão no Brasil, a data serviu para escamotear a celebração religiosa dos orixás que eram adorados pelos escravos, de forma a não desagradar seus senhores. Confira a íntegra da matéria:

Os dias 26 e 27 de setembro são as datas designadas por algumas religiões para celebrar o dia de Cosme e Damião. Mas é importante saber o que está realmente por trás de tal celebração.

De acordo com estudos, na época da escravatura no Brasil, para enganar os senhores de engenho – que não se agradavam dos seus deuses -, os escravos começaram a associar os santos da Igreja Católica aos orixás que eles cultuavam – o chamado sincretismo religioso.

Foi assim que os orixás ibejis ou erês, considerados pelas religiões espíritas os protetores das crianças – por isso o costume de distribuir doces e guloseimas – foram associados aos santos católicos Cosme e Damião, que são tidos como padroeiros dos farmacêuticos, dos médicos e das faculdades de medicina.

Os gêmeos nasceram na região da Arábia, por volta do ano 260 d.C. Pertenciam a uma família cristã e, desde muito jovens, demonstravam vocação para a medicina, profissão que passaram a exercer logo após terem estudado e se formado na Síria.

A fama dos dois médicos começou a incomodar as autoridades da época e, por volta dos anos 300 d.C., o então imperador romano Diocleciano ordenou a perseguição aos cristãos.

Acusados da prática de feitiçaria e de usar meios diabólicos para realizar curas, eles foram torturados para que negassem a fé e se curvassem aos deuses romanos. Mas resistiram e três anos depois foram decapitados.

Dois séculos depois de suas mortes, para homenageá-los, foi construída uma igreja em Constantinopla, cuja consagração aconteceu num dia 26 de setembro. Desde então, o dia de Cosme e Damião é celebrado nessa data pelos católicos.

Nas religiões afro-brasileiras, a comemoração é feita no dia 27 de setembro, pois é a data que acontece a festa dos erês, entidade associada aos irmãos.

++ Igreja troca doces ‘amaldiçoados’ por guloseimas ‘abençoadas’

O que a Palavra de Deus orienta

O fato é que tanto a idolatria quanto a feitiçaria, o ocultismo, o culto aos mortos e as práticas semelhantes são condenadas por Deus e todos aqueles que as realizam atraem maldição para si e para os seus descendentes.

Porquanto trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram objetos e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Romanos 1.25

Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá. Atos 15.29

Sendo assim, uma vez que um doce ou qualquer outro tipo de alimento seja consagrado aos ídolos, é importante que aquele que crê no Deus Vivo não coma nem deixe que outras pessoas, em especial as crianças, se alimentem dele. Pois, como a própria Bíblia alerta, quem assim age, evita a ação do mal em sua vida.

 

Extraído do site de notícias Gospel+
https://noticias.gospelmais.com.br/cosme-e-damiao-tradicao-sincretismo-religioso-envolvido-102900.html