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Festa de Iemanjá pode se tornar Patrimônio Imaterial nesta sexta-feira (29)

O pedido de registro para Patrimônio Imaterial de Fortaleza foi proposto pela União Espírita Cearense de Umbanda (Uecum) e pelo Instituto de Difusão da Cultura Afro-Brasileira (Indica).

   

14:20 · 27.09.2017 / atualizado às 14:40

 

A Festa acontece há 52 anos em Fortaleza, e é geralmente celebrada nas praias do Futuro e Iracema. ( Foto: Kid Júnior )

Acontecerá nesta sexta-feira (29) a votaçãopara o registro da Festa de Iemanjá como Patrimônio Imaterial de Fortaleza, no Centro Cultural Belchior, durante reunião extraordinária do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Histórico e Cultural (Comphic).

Para o secretário da Cultura de Fortaleza, Evaldo Lima, o registro é uma forma de celebrar a longevidade da Festa de Iemanjá em Fortaleza. “É uma festa que nasceu num contexto difícil, de muita opressão e resistência, mas que hoje mantém fundamental importância, pois fortalece a compreensão do Brasil como um país multicultural ao oferecer visibilidade e proporcionar a difusão de saberes da nossa matriz afro-brasileira”, afirma Evaldo.

Em pesquisa para reafirmar a importância do movimento, foi feito o levantamento da quantidade de terreiros participantes da Festa (49 na Praia do Futuro e 23 na Praia de Iracema). Além disso, foram identificados e catalogados os elementos constitutivos atuais, os agentes atuantes, os sentidos e significados absorvidos e atribuídos a eles, na preparação e na participação da celebração.

A documentação, que será apresentada pelo antropólogo Jean dos Anjos ao Comphic no dia da votação, contém elementos que facilitam a compreensão da origem da Festa de Iemanjá e seu processo de transformações na capital cearense.

O pedido de registro para Patrimônio Imaterial de Fortaleza foi proposto pela União Espírita Cearense de Umbanda (Uecum), em 2011, e pelo Instituto de Difusão da Cultura Afro-Brasileira (Indica), em 2015. Em 2016 e 2017, coube à Célula de Gestão em Patrimônio Imaterial da Coordenação do Patrimônio Histórico e Cultural da Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza (Secultfor) acompanhar a pesquisa e elaborar Parecer Técnico conclusivo, favorável às solicitações.

 

Extraído do site do Jornal Diário do Nordeste / Fortaleza – CE
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/festa-de-iemanja-pode-se-tornar-patrimonio-imaterial-nesta-sexta-feira-29-1.1826885

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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