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Festival Afro-Amazônico de Yemanjá terá área exclusiva para cultos e oferendas na Ponta Negra

Na ocasião serão homenageadas organizações e instituições que se destacaram em 2016 na lua contra o preconceito e ódio religioso

terça-feira 27 de dezembro de 2016 – 7:20 PM

Com informações de assessoria / portal@d24am.com

Proposta é reunir povos e comunidades tradicionais de Matriz Africana para a realização de manifestações e celebrações culturais e religiosas.Foto: Divulgação
Proposta é reunir povos e comunidades tradicionais de Matriz Africana para a realização de manifestações e celebrações culturais e religiosas.Foto: Divulgação

 

Manaus – De 29 de dezembro a 1º de janeiro de 2017, será realizado o Festival Afro-Amazônico de Yemanjá 2016, que tem como proposta reunir povos e comunidades tradicionais de Matriz Africana para a realização de manifestações e celebrações culturais e religiosas. Assim como em 2015, os povos terão um espaço exclusivo na Praia da Ponta Negra, Zona Oeste, para seus ritos.

A abertura do evento, organizado pela Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama) e realizado pela Associação de Desenvolvimento Sociocultural Toy Badé, ocorrerá no dia 29, 18h, na Ponta Negra (Área do Clube de Remo) para convidados. Na ocasião serão homenageadas organizações e instituições que se destacaram em 2016 na lua contra o preconceito e ódio religioso.

A partir do dia 30, o espaço será aberto ao público. De acordo com Alberto Jorge, coordenador geral do Festival, mais de 20 mil pessoas estão sendo aguardadas durante esses dias, sendo a maior concentração no primeiro dia. “A partir do dia 30 estará aberto a todas as pessoas místicas. No local, as pessoas poderão fazer seus ritos com segurança. Haverá tendas para os terreiros e uma praça de alimentação com comidas de terreiro e bebidas para serem comercializadas”, explica.

O evento conta com apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura Turismo e Evento (Manauscult) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e órgãos do Governo do Estado, como a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

 

Segurança

Para maior segurança, além do trabalho da Polícia Militar do Amazonas (PM) o público que for ao espaço passará por revistas e receberá uma pulseira para ter acesso ao local. Alberto Jorge deixa claro que o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) concedeu permissão para que no evento seja possível a entrada de garrafas de vidro para oferendas. “Não será permitido entrada de bebidas para consumo, apenas para as oferendas. O consumo deverá ser feito na praça de alimentação”, pontua.

Alberto Jorge destaca, ainda, que este também é um momento para combater o preconceito. “De modo algum será permitida a intolerância religiosa. Todos terão seu espaço, quem for para a festa do Réveillon, quem for aproveitar os shows e nós teremos uma área de 700 metros, com acesso a água para fazermos nossas oferendas e homenagens com tranquilidade”, divulga.

Hoje em Manaus, há aproximadamente 400 terreiros apenas na zona Norte e Leste, e um levantamento, ainda em andamento na capital, já chega a mil locais. “Acreditamos que, de modo geral, em Manaus exista uma média de quatro mil locais de culto e adorações”, comenta o coordenador.

 

Extraído do site de notícias D24AM da Rede Diário de Comunicação / Manaus – AM
http://new.d24am.com/noticias/amazonas/festival-afro-amazonico-yemanja-tera-area-exclusiva-para-cultos-oferendas-ponta-negra/162095

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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