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Festival Cine Tamoio recebe inscrições para segunda edição e faz homenagem a Zezé Motta

 

Publicado em02/08/17 09:07Atualizado em03/08/17 16:15

 

Os produtores culturais Marcos Moura e Alberto Sena Foto: Thiago Freitas / Extra

Wilson Mendes

 

Normalmente os sucessos do cinema ganham uma continuação. É o que está acontecendo com o festival Cine Tamoio, realizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, que caminha para a segunda edição. O prazo para inscrição de filmes vai até o dia 5 de agosto. Segundo os produtores, não é preciso ser um grande estúdio para ter o filme exibido no festival, mas isso não quer dizer que grandes produções da sétima arte não marquem presença. Ano passado, o ator Anselmo Vasconcellos foi premiado. O festival acontece no Shopping Partage, entre 12 e 16 de setembro, com entrada franca. A inscrição deve ser feita pela página do festival no Facebook.

— O festival tem seus papéis sociais de dar espaço para os produtores e também de formar uma plateia. O que vejo em São Gonçalo é que muitas vezes nem é falta de grana, é falta de interesse pelo cinema, falta de hábito mesmo — avalia o cineasta e produtor do Cine Tamoio Alberto Sena: — É preciso romper isso e apostar no papel revolucionário do audiovisual.

Cena do filme “Gira”, premiado na edição passada do Cine Tamoio Foto: Divulgação

Ao que parece, tem dado certo. Apesar de as aulas do curso livre de cinema terem sido cortadas na Fundação de Artes do município (como muita coisa, em tempo de crise), o festival cresceu. A expectativa é de receber pelo menos 250 inscrições de obras, em parceria com a mesma fundação. Na edição 2017, a atriz Zezé Motta será a homenageada.

— A gente vê que há vontade, apesar das dificuldades — resume Sena.

No ano passado, foram recebidos cerca de 170 curtas, dos quais 70 foram exibidos no auditório da Uerj. A mudança para o Partage vai proporcionar mais conforto e a possibilidade de uma sessão solene no cinema do shopping. Uma novidade é a inclusão de mais uma categoria entre as outras 17, como ficção e LGBT.

— Filmes indígenas! No ano passado, inclusive, quem ganhou o prêmio de ator principal foi um indígena que contava a sua própria história num curta, sobre um índio que veio para a cidade — conta Marcos Moura, do Coletivo ponte Cultural, que produz o festival gonçalense. O evento espera receber 250 filmes.

São Gonçalo na tela grande

Apesar do pouco incentivo, São Gonçalo não deixa desamparado o seu festival. De todos os curtas inscritos no ano passado, 14 eram produções da cidade, que tiveram até uma categoria específica, que consagrou o curta “Gira” como o melhor produzido na cidade. As produções do município também abocanharam prêmios em outras categorias, como meio ambiente.

— É bom ver isso porque tem muita gente produzindo na cidade e sobre a cidade, mas são pouco vistos. Ter esse espaço é fundamental. Incentivar a produção é importante num lugar como São Gonçalo — avalia Sena.

“Gira” é um filme que mostra a vida de Washington, um jovem umbandista criado por uma mãe de santo que adotou dezenas de filhos ao longo da vida. O filme fala de tolerância e religião no Jardim Catarina, um dos maiores bairros da cidade e o maior loteamento da América Latina. — O que nós conseguimos no Catarina durante os três meses de produção foi deixar que aquelas pessoas fossem sujeitas da história. Que elas contassem, se representassem. De repente é isso que o cinema tem a oferecer a elas — pensa o jornalista Filipe Galvão, roteirista e diretor de “Gira”: — Mas também tivemos as nossas dificuldades, como as barreiras impostas por traficantes.

 

Extraído do site do Jornal Extra / Rio de Janeiro – RJ
https://extra.globo.com/noticias/rio/festival-cine-tamoio-recebe-inscricoes-para-segunda-edicao-faz-homenagem-zeze-motta-21658612.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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