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Fiéis realizam diversas homenagens a Iyemanjá

Religiosos estiveram em diversos pontos da cidade homenageando a ‘Rainha do Mar’

AMANDA RAITER | 02/02/2016 12:50:22 – Atualizada às 02/02/2016 17:24:46

 

Rio – Mais de mil pessoas participaram do cortejo no dia de Iyemanjá, que saiu da Rio Branco na manhã de ontem e terminou com lançamento de oferendas ao mar em meio à Baía de Guanabara. Para animar os devotos, os Filhos de Ghandi se apresentaram em todo percurso a pé, até a Praça XV, e via mar.

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Nas barcas, os fiéis lançaram cestos e flores brancas e amarelas para saudar a entidade do dia. A embarcação, que tem capacidade para 2 mil pessoas, estava cheia e contou também até com roda de capoeira. Axé também não faltou. A mãe de santo Francis de Iyemanjá andou por todos os cantos da barca para benzer os participantes com água de cheiro.

Em muitos casos, pessoas vieram de longe só para prestar a homenagem. Foi o caso da dona de casa Rosana Jesus Jardim, de 54 anos. Ela viajou três horas, de Resende, no Sul Fluminense, até a capital só para agradecer, em águas salgadas, à Rainha Sereia. “Não vim pedir nada, pois só de ver meus filhos saudáveis, já me faz sentir abençoada”, diz.

 

No Dia de Iyemanjá, devotos participaram de cerimônia com tradicional saudação aos orixás. Depois, partiram em uma embarcação até Niterói para entregar as oferendas Foto: Foto: Severino Silva/Agência O Dia
No Dia de Iyemanjá, devotos participaram de cerimônia com tradicional saudação aos orixás. Depois, partiram em uma embarcação até Niterói para entregar as oferendas
Foto: Foto: Severino Silva/Agência O Dia

A professora de matemática Rita de Cássia Tavares, de 66 anos, dançava e erguia as mãos emocionada com a homenagem. “Iyemanjá é família. É a mãe de todos. Como a família é importante para todos, vim pela minha família. A gente tem que agradecer.”

Para homenagear sua orixá, a professora deixará rosas e anéis na Baía de Guanabara. “Os anéis, pra mim, representam tudo aquilo que ficou no passado e você entrega para ter uma vida nova, e porque Iyemanjá é muito vaidosa.”

O enfermeiro Luciano Lucena, de 47 anos, também não foi agradecer de mãos vazias. Levou perfumes para Iyemanjá, orixá a quem recorre diariamente em seu trabalho. “Eu cuido da vida das pessoas e sempre peço ajuda a Deus e a Iyemanjá. É algo que não veio da minha família, mas do meu coração.”

Renovação

 

No Dia de Iyemanjá, devotos participaram de cerimônia com tradicional saudação aos orixás. Depois, partiram em uma embarcação até Niterói para entregar as oferendas Foto: Foto: Severino Silva/Agência O Dia
No Dia de Iyemanjá, devotos participaram de cerimônia com tradicional saudação aos orixás. Depois, partiram em uma embarcação até Niterói para entregar as oferendas
Foto: Foto: Severino Silva/Agência O Dia

Membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, o babalawo do candomblé Ivanir dos Santos comemora a proximidade da festa com o carnaval, e a exposição da religiões de matriz africana na maior festa do país. “Uma boa parte das escolas de samba vai falar sobre essa manifestação religiosa. Então, em um dos maiores momentos do turismo brasileiro, o que marca a cultura e a identidade desse povo é a essa religião.”

Ivanir também festeja o fato de jovens estarem aderindo à festa e destaca que as religiões de matriz africana se renovam e resistem à perseguição religiosa. “Quanto mais se persegue. Mais ela se renova. É uma religião que não exclui, que não pergunta de onde você veio”, finaliza.

Com informações da Agência Brasil

Extraído do site do jornal on line O Dia / Rio de Janeiro – RJ
http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2016-02-02/fieis-realizam-diversas-homenagens-a-iemanja.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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