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Funcionária da Vivo foi discriminada no trabalho por ser adepta da umbanda

Funcionária da Vivo entrou em depressão e foi demitida após sofrer discriminação religiosa.

Por: Claudete D. De Paula 06/07/2017 – 11:30/ Editado em 06/07/2017 – 11:57

Reprodução/liberdadereligiosa

 

Uma advogada relata ter sofrido discriminação e assédio moral por parte da sua chefe. A mulher que não quis se identificar, trabalhava na empresa de telefonia Vivo, em Salvador, e diz que por um ano e meio foi discriminada no trabalho por ser adepta da umbanda, religião de matriz africana. Ela entrou em depressão e estava em tratamento quando foi demitida do emprego. Áudios gravados por ela ajudaram no processo judicial que foi aberto contra a empresa.

Em uma entrevista à TV Bahia a funcionária que é umbandista há cinco anos falou: “Umas vezes eu pedia para… sexta-feira, a gente tem a possibilidade de usar banco de horas para sair uma hora mais cedo. Ai, ela me perguntava: ‘Você vai bater tambor?’. E aí eu percebi que tinha um caráter preconceituoso nisso”. Ela relata que somente depois da demissão as agressões por discriminação terminaram.

Em um dos áudios é possível ouvir a advogada dizer: “Jure pela sua mãe que você não falou que macumba não dura para sempre, que você estava se aliando a uma pessoa errada. Jure!”. A chefe responde: “Eu falei. Eu juro que isso aconteceu!”.

De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), desde janeiro de 2017, já foram registrados 36 casos de intolerância religiosa.

 

 

Extraído do portal de notícias 1 News / São Paulo – SP
http://www.1news.com.br/noticia/23221/religiao/funcionaria-da-vivo-foi-discriminada-no-trabalho-por-ser-adepta-da-umbanda-06072017

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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