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Fundação Palmares completa 27 anos de luta pela promoção da igualdade racial no Brasil

Igualdade racial

Palácio da Justiça recebeu, nesta quarta-feira, lançamento de programa que visa fortalecer e valorizar cultura de matriz africana

por Portal BrasilPublicado: 26/08/2015 19h24Última modificação: 26/08/2015 20h32

 

Primeiro órgão federal criado para promover a preservação, a proteção e a disseminação da cultura negra no Brasil, a Fundação Cultural Palmares (FCP) completou, em agosto, 27 anos de sua criação. Vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), a autarquia realizou, nesta quarta-feira (26), no Salão Negro do Palácio da Justiça, o lançamento do programa de gestãoDiálogos Palmares: perspectivas e ações da política nacional para a cultura afro-brasileira.

A solenidade contou com mais de 200 convidados, entre representantes políticos e da sociedade civil, como Cida Abreu, presidente da Fundação Cultural Palmares; a ministra Nilma Lino Gomes, titular da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial (Seppir); Juca Ferreira, ministro da Cultura; Ricardo Berzoini, ministro das Comunicações; o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (MJ), Gabriel Sampaio; o ator Milton Gonçalves e a cantora Lia de Itamaracá.

“Será por mera coincidência que a Fundação Palmares e o Ministério da Cultura nasceram com a redemocratização?”, questionou Juca Ferreira. “Claro que não. Ambos são exigências da democracia brasileira, são produtos da formação de uma mentalidade que tem a liberdade, a autodeterminação e a justiça social como ideais de uma sociedade plural como a nossa”, completou o chefe da pasta.

Diálogos Palmares

O objetivo do programa Diálogos Palmares é ouvir as demandas da sociedade civil organizada, atualizar e implementar o Plano Setorial para a Cultura Afro-Brasileira, fortalecer o Plano Nacional de Cultura e o Colegiado Setorial de Cultura Afro-Brasileira e instalar o Fórum Nacional de Culturas Afro-Brasileiras.

“Não basta valorizar a contribuição cultural do povo negro para o Brasil, é preciso também criar instrumentos institucionais de combate ao racismo e à discriminação”, enfatizou o ministro da Cultura, durante discurso.

Na ocasião, foi assinado termo de cooperação entre os Ministérios da Educação (MEC), da Justiça e das Comunicações (MiniCom), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom); os Correios; o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados); o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas); a Universidade de Brasília (UnB); o governo de Minas Gerais; e a prefeitura de Niterói (RJ).

Para o secretário de Assuntos Legislativos do MJ, Gabriel Sampaio, o momento foi de resgate histórico. “Estamos na casa da justiça e não se faz justiça sem reconhecer a história”, declarou.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Cultura.

 

Extraído do site do Portal Brasil
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/08/fundacao-palmares-e-minc-sao-exigencias-da-democracia-brasileira-afirma-ministro

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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