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FUNDAÇÃO PALMARES FAZ 27 ANOS REVIGORADA POR NOVO CORPO DIRETOR

images-cms-image-000454432 A Fundação Palmares, autarquia do Ministério da Cultura criada para a promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira, comemorou seus 27 com o evento “Diálogos Palmares: Perspectivas e ações da política nacional para a cultura afro-brasileira”, que aconteceu durante a semana passada na Capital Federal. A jornalista Priscilla Arantes escreveu artigo exclusivo para o Favela 247 relatando as comemorações e analisando a gestão da presidenta recém nomeada Cida Abreu 3 DE SETEMBRO DE 2015 ÀS 18:46 Por Priscilla Arantes para o Favela 247 A Fundação Cultural Palmares volta ao que se propôs Parece que a Fundação Cultural Palmares - MinC está voltando ao seu propósito inicial. Na última semana a instituição comemorou seus 27 anos de atuação com os ânimos renovados. Durante toda a semana a Capital Federal sediou uma série de atividades comemorativas, no Programa denominado “Diálogos Palmares: Perspectivas e ações da política nacional para a cultura afro-brasileira”, desenvolvidas a partir da gestão da presidenta, recém nomeada, Cida Abreu. A autarquia do Ministério da Cultura, fundada em 22 de agosto de 1988 para promoção e preservação da arte e da cultura afro-brasileira retomou as forças com a nova gestão. Cida Abreu, então Secretária Nacional de Combate ao Racismo pelo PT, era tida como a menos preparada para assumir o cargo por não ter experiência como gestora e sim como ativista. E para a grata surpresa, em quatro meses de gestão, sempre aberta ao diálogo, a presidenta mostra resultados significativos. O atual momento na política é delicado, em tempos de Marco Feliciano, Eduardo Cunha e toda a bancada conservadora, branca e cristã, redução da maioridade penal e intolerância religiosa, a FCP deu início ao Programa "Diálogos" com uma homenagem à ancestralidade africana, no Salão Negro do Palácio da Justiça, assistida pelos ministros da Cultura, Juca Ferreira, e das Comunicações, Ricardo Berzoini, e se consolidando como o estandarte da cultura afro-brasileira renovando a esperança de que nem tudo está imposto. Segundo o Ministro Juca Ferreira, “Isso é importante para o reconhecimento e a paz no futuro dos negros no Brasil. Os escravos foram muito além de mera força de trabalho, foram sujeitos de nossa história. Mais que isso, são responsáveis por grande parte de nossa singularidade, do que nos torna especiais para o planeta".
  • Durante a cerimônia ainda foram anunciados, o Prêmio Oliveira Silveira (FCP/CENIRC) e o edital Curtas Histórias (MEC/Secadi/FCP).
  • A assinatura de Termos de Cooperação com os ministérios da Educação, da Justiça e das Comunicações, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; os Correios; o Serpro; o Sebrae; a Universidade de Brasília (UnB); o governo de Minas Gerais; e a prefeitura de Niterói, além de ações descentralizadas com o sistema MinC.
  • A semana rendeu um encontro representativo com o Ministério da educação (MEC), onde foi discutido sobre a Lei 10.639/03, que estabelece o ensino obrigatório de História e Cultura Afro-Brasileira nos ensinos fundamental e médio. Durante o evento foi assinado um Protocolo de Intenções que disponibiliza apoio técnico para a formulação das ações e políticas públicas da cultura afro-brasileira e de promoção da diversidade religiosa.
  • A presidenta Cida Abreu, e o Babá AbimKolá foram recepcionados pelo Embaixador da Nigéria no Brasil, Adamu Azimeyeh Emozozo, na ocasião trataram do fortalecimento dos laços ancestral e cultural entre os dois países; e do apoio para a realização do Congresso Orixá World. Babá Kolá Abimbolá, Babalawo, é Mestre na IFA Literary Corpus, Phd em Justiça Criminal e Tutela de Evidência, professor na Howard University.
A cultura e a educação são aliadas e parece que a FCP percebeu isso. Num momento considerado crítico para o atual cenário político-econômico-cultural-religioso brasileiro, articulações como essas são afrontas diretas ao conservadorismo imposto. Vida longa à Fundação Cultural Palmares. *Priscilla Arantes, 34, é jornalista e fotógrafa, graduada pela Universidade Metodista de São Paulo e Panamericana de Arte e Design de São Paulo. Comunicação Institucional e representatividade no terceiro setor são os seus carros-chefes profissionais. Hoje trabalha no Programa Juventude Viva, do Governo Federal, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).   Extraído do portal de notícias Brasil 247 http://www.brasil247.com/pt/247/favela247/195553/Funda%C3%A7%C3%A3o-Palmares-faz-27-anos-revigorada-por-novo-corpo-diretor.htm

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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