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Fundadora do 1º terreiro em SP pode virar nome de rua

Quinta-feira, 19/05/2016, às 18:48, por Roney Domingos

 

Por Paula Paiva Paulo, do G1 São Paulo
Por Paula Paiva Paulo, do G1 São Paulo

 

A fundadora do primeiro terreiro de Candomblé de São Paulo pode ganhar uma rua com seu nome. O vereador Toninho Vespoli (Psol) protocolou um Projeto de Lei que, se aprovado na Câmara de São Paulo, irá transformar a Rua Ruiva, na Brasilândia, em Rua Manaundê, em homenagem à Mãe Manaundê.

Baiana de Ilhéus e filha de escravos, Julita Lima da Silva, Mãe Manaundê, fundou o terreiro em 1962. A mãe de Manaundê era angolana, e o local é da variante bantu. A fundadora morreu em 2004.

O terreiro foi registrado em cartório com o nome de Tenda Espírita Oiá Dilê e hoje se chama Terreiro de Candomblé Santa Bárbara. O local é considerado patrimônio imaterial do estado de São Paulo.

Para conseguir protocolar o projeto na Câmara, o vereador precisou de assinaturas de moradores da rua para mostrar que a mudança tinha apoio. A mãe-de-santo Pulquéria, hoje herdeira do terreiro, foi atrás de algumas assinaturas, inclusive em duas igrejas evangélicas da rua. “Todo mundo me conhece, todo mundo assinou”, disse Pulquéria.

Pulquéria acredita que a mudança ajuda a combater o preconceito contra as religiões de origem africana. “Eu tenho certeza que essa mudança vai fazer com que as outras pessoas também corram atrás de outros legados”.

Toninho Vespoli disse que é uma “homenagem merecida” e que o pedido foi feito por Walmir Damasceno, coordenador nacional do Instituto Latino Americano de Tradições Afro Bantu.

O Projeto de Lei irá passar por análise em comissões da Câmara. Se passar, precisa ser aprovado pelos vereadores em dois turnos para depois ir à sanção do prefeito.

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Por dentro da Câmara SP
http://g1.globo.com/sao-paulo/eleicoes/2016/blog/por-dentro-da-camara-de-sp/post/fundadora-do-1-terreiro-em-sp-pode-virar-nome-de-rua.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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