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Gandhy completa 65 anos homenageia cultura dos terreiros de Candomblé

 

quarta-feira, 19/02/2014 – 11:15

 

O Afoxé Filhos de Gandhy é uma das 100 entidades de matrizes africanas que integram o desfile Ouro Negro no Carnaval da Cultura (Foto: Divulgação)
O Afoxé Filhos de Gandhy é uma das 100 entidades de matrizes africanas que integram o desfile Ouro Negro no Carnaval da Cultura (Foto: Divulgação)

Fundado por estivadores portuários de Salvador no dia 18 de fevereiro de 1949, o Afoxé Filhos de Gandhy completa 65 anos e vai às ruas com espetáculo em homenagem à cultura dos terreiros de Candomblé. “Gandhi, Fé, Religião, Tradição” é o tema escolhido para o carnaval 2014. A expectativa é de que cerca de oito mil homens participem do desfile que perfuma e veste de paz a folia de Momo na cidade de Salvador.

O Afoxé Filhos de Gandhy é uma das 100 entidades de matrizes africanas que integram o desfile Ouro Negro no Carnaval da Cultura – promovido pela Secretaria da Cultura do Estado da Bahia. “Ai de nós se não tivéssemos este apoio. É muito importante não só para o Gandhy, que é uma entidade de grande porte, mas também para as pequenas que estão nascendo”, declarou o diretor social e “guru” do Gandhy, Tio Souza, durante missa celebrada na igreja Rosário dos Pretos, no Pelourinho, em comemoração aos 65 anos do afoxé completados nesta terça-feira (18).

O carnaval do Gandhy começa no domingo (2/03) às 15 horas, com saída da sua sede, no Pelourinho. Na segunda (3/03), a concentração é às 14 horas no Farol da Barra e, na terça-feira (4/03), o afoxé estende novamente o seu tapete branco pela avenida, com saída da Rua Chile, às 15 horas.

O retorno das saudosas alegorias gigantes é a grande novidade para o carnaval do Gandhy este ano. “Faz muito tempo que não levamos o camelo e o elefante para as ruas. Este ano eles estarão de volta, trazendo, cada um, uma criança”, revela Tio Souza. O camelo e o elefante simbolizam força, resistência e remetem à luta de Mahatma Gandhi pela liberdade do povo indiano. A banda também apresenta uma nova roupagem, com a direção artística de Elísio Lopes e com Letieles Leite no musical. “Estamos inovando, mas continuamos seguindo o estilo Ijexá, que é a identidade do Gandhy há muitos anos”, ressalta o guru, referindo-se à tradição do afoxé de entoar cânticos de ijexá, herdados da religião africana.

 

 

Extraído do site Jornal da Mídia

http://www.jornaldamidia.com.br/2014/02/19/gandhy-completa-65-anos-homenageia-cultura-dos-terreiros-de-candomble/#.UwUcs-PQons

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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