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Google e justiça do Rio tiram do ar o preconceito e intolerância contra religiões de origem africana e garantem a liberdade de culto

Publicado a 1 dia atrás, em 1 de julho de 2014 » Atualizado às 11:10

Categoria » Afro-brasileiros e suas lutas · Casos de Racismo

Por Clara Caldeira

 

Ogum-300x225-655491Na última sexta, 27, o Google tirou do ar 15 vídeos do Youtube que ofendiam, disseminavam preconceito, intolerância e discriminação contra religiões de origem africana. A decisão partiu do Tribunal Regional Federal do Rio (TRF2). O desembargador federal Reis Friede afirmou que “a veiculação de vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes africanas não corresponde ao legítimo exercício do direito à liberdade de expressão”.

A Procuradoria Regional da República também entrou com recurso no tribunal para que o Google armazene data, hora, local e número do IP dos usuários responsáveis pela divulgação dos vídeos. O objetivo é que no futuro as informações possam ser utilizadas em investigações de casos semelhantes a esse.

O caso tomou proporções ainda maiores devido a um incêndio num barracão de candomblé em Duque de Caxias no mesmo dia da divulgação da remoção dos conteúdos. Nos últimos seis anos esse foi o sexto atentado contra a casa e sua dona, a mãe de santo Conceição D’Lissá, que já foi vítima também de tentativa de homicídio.

O debate em torno do caso esquenta com a discussão do que é de fato garantir a liberdade de expressão. No caso esta liberdade foi tolhida exatamente pela publicação de conteúdos contendo discurso de ódio. A liberdade de culto é um direito garantido pela constituição brasileira e este direito está sendo ameaçado tanto no mundo virtual, por vídeos que estimulam a intolerância, como no mundo real por atentados e incêndios criminosos.

 

Fonte: Catraca Livre

 

Extraído do Portal Geledés

http://www.geledes.org.br/google-e-justica-rio-tiram-ar-o-preconceito-e-intolerancia-contra-religioes-de-origem-africana-e-garantem-liberdade-de-culto/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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