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Grupo Povo de Exú divulga cultura afro por meio da dança e da música

Fundadora do grupo comenta atividades e lançamento de novo clipe.
Na semana da Consciência Negra, ela lembra importância do assunto.

Carolina Sanches | Do G1 AL | 17/11/2015 06h04 – Atualizado em 17/11/2015 16h21

 

 

Por muitos anos, as práticas religiosas de matriz africana foram exercidas de forma silenciosa. Um passado que não foi esquecido, mas que não representa a alegria e a força que a cultura afro imprime em suas manifestações culturais atualmente. Diversos grupos conseguem disseminar essa cultura de forma abrangente e nos mais variados locais. Um deles é o Afoxé Povo de Exu.

Para levar a sua cultura adiante, eles lançam nesta semana, marcada também pelas comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo dia 20, o segundo vídeo clipe que busca dá cor e movimento à música “Povo de Exu”, carro-chefe do grupo. Em entrevista aoG1, uma das fundadoras e cantora do afoxé fala do lançamento e das atividades do coletivo(assista ao vídeo acima).

Luana Costa Obá Orun Aràn explica que o surgimento do grupo aconteceu 100 anos depois do episódio conhecido como “Quebra de Xangô”, que foi a destruição de casas de axé em Alagoas.

“Vivemos a situação do Quebra do Xangô e isso foi falado muitos anos depois. Mas a gente vem resgatando isso e conversamos muito aqui sobre a intolerância religiosa. É uma das coisas que buscamos aqui”, conta Luana.

Cultura afro é disseminada por meio da música e da dança (Foto: Jonathan Lins/G1)
Cultura afro é disseminada por meio da música e da dança (Foto: Jonathan Lins/G1)

A cantora diz que no passado a cultura foi silenciada, mas hoje os grupos tocam de forma livre. “Hoje em dia, a gente tem orgulho de poder tocar o tambor aqui. Essa coisa temerosa que as pessoas veem da religião de matriz africana precisa acabar e o Afoxé Povo de Exú faz esse trabalho de mostrar que essa coisa temerosa não faz parte da nossa religião”.

Sobre o clipe, segundo a cantora, é só uma das tantas formas do Afoxé Povo de Exu divulgar essa cultura. “Esse segundo clipe é muito esperado. Quando fizemos a primeira apresentação, essa música era o carro chefe e todos já sabiam tocar. E agora, depois de um ano e meio, esse clipe vai ser lançado”, afirma.

O primeiro clipe lançado pelo grupo teve mais de 11 mil visualizações (clique aqui para assistir). “A internet tem uma força muito grande. A gente vem trabalhando essa mídia e procura o público certo que é o pessoal de terreiros, os grupos de matriz africana”, comenta.

Os encontros acontecem no Terreiro Manoel de Xoroquê, localizado na Rua do Xangô, 118, Loteamento Bela Vista 2, no Benedito Bentes 2, em Maceió. Qualquer pessoa interessada pode participar ou assistir aos ensaios. “Estamos aqui dias de terça, quinta e sábado. Não paga nada e é de forma voluntária. Nossa maior vontade é ver a casa cheia e as pessoas somando aqui”, esclarece Luana.

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Alagoas
http://g1.globo.com/al/alagoas/musica/noticia/2015/11/grupo-povo-de-exu-divulga-cultura-afro-por-meio-da-danca-e-da-musica.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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