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Haddad veta projeto de lei que cria o ‘Dia do Combate à Cristofobia’ em SP

Prefeito diz que projeto privilegia maioria em detrimento da minoria. Câmara de SP tinha aprovado projeto que dizia proteger liberdade religiosa. Do G1 São Paulo | 01/07/2016 11h57 - Atualizado em 01/07/2016 11h59    
Transexual Viviany Beleboni usa fantasia em protesto contra a bancada evangélica e a Justiça (Foto: Caio Kenji/G1)
Transexual Viviany Beleboni usa fantasia em protesto contra a bancada evangélica e a Justiça (Foto: Caio Kenji/G1)
O prefeito Fernando Haddad (PT) vetou o projeto de lei 306/2015, do vereador Eduardo Tuma (PSDB) que criaria em 25 de dezembro de cada ano o Dia do Combate à Cristofobia. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal no dia 8 e precisaria da sanção do prefeito para virar lei. O dia passaria a constar do calendário oficial de eventos do Município de São Paulo. O veto foi publicado nesta sexta-feira (1º) no 'Diário Oficial da Cidade de São Paulo". "O projeto em questão, na verdade, estimula a separação entre religiões cristãs e outras religiões, além da população LGBT, prestando desserviço aos esforços que o conjunto do Município de São Paulo tem feito em prol da convivência pacífica com a pluralidade democrática", justifica Haddad no veto. saiba mais "É papel do Poder Público adotar providências de conscientização quanto ao combate à intolerânciareligiosa. Tanto é assim que consta do referido calendário, desde 2009, o 'Dia de Combate à Intolerância Religiosa', anualmente realizado em dia 21 de janeiro". "Dessa forma, a proposta aprovada não contribui para o avanço do diálogo mais fraterno entre cristãos, população LGBT e demais religiões, do mesmo modo que não prestigia a primazia dos direitos humanos consagrada na Constituição Federal de 1988." Haddad diz ainda que escolher o dia 25 de dezembro para o combate à Cristofobia 'beira a blasfêmia". "Ao pretender vitimizar e conferir uma espécie de deferência especial a grupo que, na realidade, é majoritáriona sociedade brasileira, o projeto demonstra a intenção de provocar os defensores dos direitos das minorias." Transexual Tuma é presbítero na Igreja Evangélica Bola de Neve. Ele citou como exemplo o caso da transexual Viviany Beleboni, que desfilou na Parada LGBT usando imagens cristãs em manifestação contra a homofobia. "Se se considera a homofobia um crime, e é um crime que se deve punir, a cristofobia também é um crime e também deve ser punida", disse o vereador. Tuma afirma na justificativa do projeto que a proposta "busca alertar a sociedade paulistana sobre a cristofobia, protegendo assim a liberdade de crença consagrada em nossa Constituição. Considerada importância deste evento para todas as igrejas que professam a fé cristã." Também argumenta que a intolerância religiosa tem  crescido  com  o  decorrer dos anos, apesar de o Brasil ser um estado laico. "Nos  últimos  anos  o  ataque  às  pessoas  que  professam  sua  fé  tem  crescido  em  demasiado, especialmente aos cristãos,  desde   desrespeito   com   símbolos   religiosos e xingamentos."
Modelo e atriz Viviany Beleboni em ato contra a homofobia na 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista (Foto: Reuters/Joao Castellano)
Modelo e atriz Viviany Beleboni em ato contra a homofobia na 19ª Parada do Orgulho LGBT na Avenida Paulista (Foto: Reuters/Joao Castellano)
    Extraído do portal de notícias G1 / São Paulo http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/07/haddad-veta-projeto-de-lei-que-cria-o-dia-do-combate-cristofobia-em-sp.html

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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