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Hierarquia no candomblé Ketu

  1. Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
  2. Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
  3. Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
  4. Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
  5. Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
  6. Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do axé ou da comunidade. Sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
  7. Ojubonã ou Agibonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
  8. Iyamorô: ou Babamorô: Responsável pelo Ipadê de Exu.
  9. Iyaefun ou Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iaôs.
  10. Iyadagan e Ossidagã: Auxiliam a Iyamorô.
  11. Axogun responsavel pelo imolamento de animais, geralmente Ogan confirmado para o orisaOgun
  12. Iyabassê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados as comidas-de-santo.
  13. Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
  14. Iyatebexê ou Babatebexê: Responsável pelas cantigas nas festas públicas de candomblé.
  15. AiyabaEwe: Responsável em determinados atos e obrigações de “cantar folhas.
  16. Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
  17. Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
  18. Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
  19. Iyalabaké: Responsável pela alimentação do iniciado, enquanto o mesmo se encontrar recolhido.
  20. Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
  21. Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hirarquia.
  22. Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
  23. Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
  24. Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).
  25. Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de “Iyárobá” e na Angola, é chamada de “makota de angúzo”, “ekedi” é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil. (em edição)
  26. Iaô: filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não. Caso não tenha que abrir casa o mesmo jogo poderá dizer se terá cargo na casa do pai ou mãe de santo além de ser um egbomi.
  27. Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
  28. Sarepebê ou sarapebê é responsável pela comunicação do egbe (similar a relações públicas).
  29. Otun e OsyAxogunsão os auxiliares do Axogun
  30. Apokan responsavel pelo culto de Olwuaye e o Olugbajé

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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