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Homenagem a Ògún Jóbí

Por: Pai Paulo de Oxalá em 17/08/16 05:02

 

ogunjobi

Conheci Sergio Barbosa (Ògún Jóbí) em 1989 na antiga Rádio Mauá-Solimões, de Nova Iguaçu, no Programa Cultural Afro-Brasileiro de José Beniste. Ele foi iniciado em 1966 aos 12 anos de idade no segundo barco de Ìyàwó do Bàbálórìsà Joquim Mota de Omolu. Os dois eram sábios e brilhantes. Pai Jóbí, um inovador e Pai Joaquim, um competente conhecedor de Candomblé.

Em 1994 tive o prazer de ver toda polivalência artística de Pai Jóbí no 1º Festival das Religiões da Natureza, realizado no Maracanãzinho, apresentado por mim e comandado por Cesar e Katja Bastos. Nesse evento Pai Jóbí mostrou um maravilhoso desfile temático sobre os Orixás. Fiquei feliz em ver as pessoas no estádio encantadas e entusiasmadas com todo aquele espetáculo. Assistindo ao desfile estava ao meu lado o ilustre e saudoso Doté Luiz de Jàgún que, maravilhado, exclamou: “Esse é o iluminado Ògún Jóbí!”.

E era iluminado mesmo, pois logo depois do Festival, Pai Jóbí apresentou um Programa de TV ‘By África Rio’ que fez muito sucesso.

Como bom filho de Ògún, além de ousado e criativo, ele era empreendedor. Seus próximos empreendimentos foram a mudança de residência de Coelho da Rocha para Santa Tereza e a criação do Restaurante Buffet Másàn Òrun, na Praça Tiradentes.

Mas Olódùmarè tem os designíos e, em 2010, Ògún Jóbí (aquele que Ògún ajudou a nascer) nos deixou. O seu Terreiro de Candomblé, “Àse Ogbojú Fire Imo Ogum Oyá” (os filhos valorosos que convivem com a sabedoria de Ògún e Oyá), ficou aos cuidados do seu filho, o Bàbálórìsà Marcelo Fritz de Òsàgiyán que neste sábado, 20 de agosto, celebra uma festa in memorium a Pai Jóbí.

“Okùnrin oun wiwo kelulé wo ìwà!” (O homem é eternizado por suas qualidades!)

Axé!

Extraído da Coluna Religião & Fé do Babalorixá Paulo de Oxalá do Jornal Extra / Rio de Janeiro – RJ
http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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