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Homenagem às quituteiras da feira das Yabás

Publicado há 1 dia – em 8 de março de 2015 » Atualizado às 10:33

 

quituteira

As quituteiras de Oswaldo Cruz, Zona Norte, montam todo segundo domingo de cada mês a Feira das Yabás, mantendo uma tradição de mais de cem anos. Elas vendem vários pratos para acompanhar as tradicionais rodas de samba. As yabás, nome que designa orixá feminino e refere-se a Yemanjá e Oxum, foram homenageadas ontem (5), pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do município do Rio com o prêmio Nise da Silveira

Por Isabela Vieira Do Brasil247

Quituteiras são homenageadas em prêmio especial dedicado a mulheres cariocas

Mantendo uma tradição que já dura mais de 100 anos, as quituteiras de Oswaldo Cruz, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, montam a Feira das Yabás todo segundo domingo de cada mês. Elas vendem uma variedade de pratos para acompanhar as tradicionais rodas de samba e alimentar cariocas e turistas de todos os lugares. No ano em que a cidade do Rio de Janeiro faz aniversário de 450 anos, as yabás – nome que designa orixá feminino e refere-se a Yemanjá e Oxum – serão homenageadas hoje (5) em prêmio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do município do Rio.

A secretária da pasta, Ana Maria Santos Rocha, explica que as yabás têm sua origem relacionada ao desenvolvimento da cidade do Rio e merecem ser reconhecidas. “Na época ainda do Império, as quituteiras negras vendiam seus produtos no Paço Imperial. Teve até um momento em que o Parlamento, que funciona ali, tentou tirá-las de lá, mas elas fizeram um movimento e foram mantidas ali. De lá para cá, a tradição evoluiu e as yabás hoje representam a continuidade dessa história”, explicou.

O prêmio da secretaria, batizado de Nise da Silveira em homenagem à psiquiatra que foi referência na luta antimanicomial, também destaca o trabalho da juíza Adriana Ramos, que criou novos procedimentos para proteger mulheres vítimas de violência.

“Mulheres que registram ocorrência na delegacia têm na Justiça prioridade no atendimento. Em tese, pela Lei Maria da Penha, seriam quatro dias para aguardar a decisão, mas o projeto visa a diminuir esse prazo para poucas horas, para que aquela mulher com integridade física em risco seja atendida mais rápido”, disse Adriana.

Também serão agraciadas com o prêmio a técnica de enfermagem Ana Lucia Correa, a presidenta da Associação de Mulheres Empreendedora do Brasil (Amebras), Célia Domingues, a escritora que defende o reconhecimento a mulheres indígenas, Eliane Potiguara, e a cientista da Fundação Oswaldo Cruz Nísia Verônica Trindade Lima, entre outras. A escritora Rose Marie Muraro receberá homenagem póstuma.

“As mulheres cariocas, ao longo dos 450 anos [de existência da cidade] contribuíram para a construção do Rio, do ponto de vista político, cultural e social e vamos homenagear oito delas”, destacou a secretária de Políticas para as Mulheres, Ana Maria Santos Rocha.

A agenda oficial, no Rio, de comemorações do Dia Internacional da Mulher, comemorado no domingo (8), contará ainda com a exibição de clipes e do filme Minha Mãe é uma Peça no Parque Madureira, às 19h.

No mesmo dia, ativistas preparam uma caminhada de protesto partindo do Posto 4, na Praia de Copacabana, às 14h, pelo abuso sexual que uma estudante de 16 anos sofreu no ônibus, indo para a escola, na zona sul. O caso gerou polêmica por causa do frequente assédio que estudantes normalistas, que usam uniforme tradicional, composto por saia e meias brancas, sofrem cotidianamente.

8/3/2015Geledés Instituto da Mulher Negra

Leia a matéria completa em: Homenagem ás quituteiras da feira das Yabás – Geledés
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Extraído do Portal Geledés
http://www.geledes.org.br/homenagem-as-quituteiras-da-feira-das-yabas/?utm_source=Atualiza%C3%A7%C3%B5es+Portal+Geled%C3%A9s&utm_medium=email&utm_campaign=fcc8bbe1a9-RSS-NEWS-Portal-Geledes&utm_term=0_449908e143-fcc8bbe1a9-350781757#axzz3TvlJjjC0

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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