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Humor como instrumento de reflexão 

Luis Miranda volta à cidade com “7 Conto”, espetáculo no qual ele interpreta sete personagens diferentes

 

 

Dandara, ex-adepta do Candomblé que virou evangélica, é novidade na peça

PUBLICADO EM 07/07/17 – 03h00

MILTON LUIZ

Há mais de uma década, Luis Miranda, 47, percorre o país com “7 Conto”. Em cena, o ator dá vida a sete personagens. Com tanto tempo de estrada, para não perder a atualidade, Miranda muda cenário, figurinos, texto e até cria personagens. Agora mesmo, quando ele volta à cidade para apresentação única do monólogo, nesta sexta-feira (7), no Sesc Palladium, o baiano incluiu na galeria Dandara, ex-adepta do Candomblé que virou evangélica e renega o passado. “Quis falar da intolerância religiosa e do avanço de igrejas que dizimam, perseguem e anulam as religiões, principalmente as de culto africano, como o candomblé”.

A esquete conta com a participação de Lázaro Ramos, parceiro de Miranda na série “Mister Brau”, da Rede Globo. Ramos entra em cena em uma projeção interpretando um amigo do patrão de Dandara, que telefona pedindo ajuda para fazer a receita da comida de um Orixá. Sempre com a Bíblia nas mãos e fazendo o sinal da cruz, a personagem nega saber a receita.

Além de Dandara, o público vai estar frente a frente com Queixada, guardador de carros e dublê de filósofo; Detona, um apresentador de programa de TV sensacionalista; e Caroline, a garotinha negra sem ícones na TV, entre outros. Miranda diz não entender a piada e o humor se não for para as pessoas rirem delas mesmas. “Gosto de ver o público refletir na risada, não na dor. Tem gente que acha que vai para o teatro ver uma comediazinha boba, mas acaba tomando um soco com as reflexões. Já vi público tendo que engolir uma piada e ficar incomodado ao perceber que pensa como o personagem que está em cena”.

Além do teatro, Miranda pode ser visto na telinha como o Lima, de “Mister Brau”. Questionado sobre como é estar numa série protagonizadas por negros, Miranda é categórico: “Não é uma coisa minha, do Lázaro e da Thaís (Araújo). A gente tem que bater palmas para Ruth de Souza, Grande Otelo, que deram a cara para bater há tempos”.

 

Serviço:

“7 Conto”, com Luis Miranda, nesta sexta-feira (7), às 21h, no Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). A partir de R$ 30 (meia)

 

Extraído do site de notícias O Tempo / Belo Horizonte – MG
http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/humor-como-instrumento-de-reflex%C3%A3o-1.1494117

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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