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Humorista do Porta dos Fundos fala de processos contra o programa e defende regulamentação de drogas

Gregório Duviviver conta como começou sua carreira, além dos processos jurídicos sofridos no YouTube, devido ao que considera fanatismo religioso

POR: DA REDAÇÃO ENTRETENIMENTO | Quarta, 4 de Maio de 2016 – 17:10

 

Duvivier é um ator que vem de uma família de veia artística. Seus pais eram músicos e incentivaram-no, aos nove anos de idade, a fazer aulas de teatro na escola Tablado, no Rio de Janeiro / Divulgação
Duvivier é um ator que vem de uma família de veia artística. Seus pais eram músicos e incentivaram-no, aos nove anos de idade, a fazer aulas de teatro na escola Tablado, no Rio de Janeiro / Divulgação

Quando questionado sobre os processos judiciais sofridos pelo conteúdo divulgado pelo Porta dos Fundos na internet, Duvivier opina: “A gente lida, no Porta, com fanatismo religioso. Pessoas que são fanáticas têm um sagrado delas e não gostam que se brinque com esse sagrado. Essas pessoas eu não respeito o direito à indignação, porque o que é sagrado para ela não é necessariamente sagrado para o outro. Foram arquivadas as denúncias porque, embora exista uma lei de intolerância religiosa, temos uma jurisprudência aí que é a da liberdade de expressão.”

A edição de maio da revista 29HORAS, publicação oficial e gratuita do Aeroporto de Congonhas – SP, destaca em sua capa entrevista exclusiva com Gregorio Duvivier. O ator conta como começou sua carreira, o sucesso do Porta dos Fundos no YouTube, do qual é um dos fundadores, além dos processos jurídicos sofridos pelo canal devido principalmente ao que considera fanatismo religioso. Ele também comenta seus projetos que estão para estrear. Além da entrevista com Duvivier, a publicação apresenta uma reportagem especial sobre arquitetura e design.

Duvivier é um ator que vem de uma família de veia artística. Seus pais eram músicos e incentivaram-no, aos nove anos de idade, a fazer aulas de teatro na escola Tablado, no Rio de Janeiro. Foi lá que viu sua carreira crescer. Seu primeiro trabalho de sucesso foi a peça teatral “Z.É. Zenas Emprovisadas” no ano de 2003, composta por esquetes de improvisação junto de nomes como Fernando Caruso, Marcelo Adnet e Rafael Queiroga. “Foi muito marcante para nós todos, mudou a nossa vida. Foi quando tivemos visibilidade. Passei a ver que dava para viver de teatro, sabe? Deixou de ser um sonho distante e passou a ser uma profissão, uma fonte de renda, um sustento”, relata Duvivier.

O maior destaque da carreira do ator é sem dúvida o Porta dos Fundos, fundado em 2012 por Duvivier juntamente com Fábio Porchat, Antonio Pedro Tabet, Ian SBF e João Vicente de Castro. Em menos de três anos o canal chegou à marca de 1,6 milhão de visualizações e, atualmente, tem mais de 11,5 milhões de expectadores inscritos, o maior número do YouTube já registrado no Brasil.

Quando questionado sobre os processos judiciais sofridos pelo conteúdo divulgado pelo Porta dos Fundos na internet, Duvivier opina: “A gente lida, no Porta, com fanatismo religioso. Pessoas que são fanáticas têm um sagrado delas e não gostam que se brinque com esse sagrado. Essas pessoas eu não respeito o direito à indignação, porque o que é sagrado para ela não é necessariamente sagrado para o outro. Foram arquivadas as denúncias porque, embora exista uma lei de intolerância religiosa, temos uma jurisprudência aí que é a da liberdade de expressão.”

Gregorio está em cartaz com a peça teatral “Portátil”, da marca Porta dos Fundos, que teve sua passagem por São Paulo até abril deste ano e que em julho terá sua temporada no Rio de Janeiro. “É uma improvisação sobre a história de vida de uma pessoa da plateia. A primeira pergunta que os atores fazem para a pessoa é como os pais dela se conheceram”, afirma. O ator ainda destaca: “A gente pensou “o que as pessoas têm em comum, o que todo mundo tem em comum?” Eu acho que é o fato de ser filho de alguém. Todo mundo é filho. É um bom ponto de partida pra gente começar a contar a história de alguém”.

Além do espetáculo, Duvivier estreia no dia 30 de junho o longa “Contrato Vitalício”. “É uma história de amizade entre dois personagens, o meu, um diretor de cinema insano, e o do Fábio [Porchat], um ator. A gente um dia decide fazer um contrato vitalício de que sempre trabalharemos juntos. Esse contrato se revela uma péssima ideia porque meu personagem é completamente enlouquecido. A história é dessa roubada que o Fábio se mete por causa de um contrato com um melhor amigo”, conta o humorista.

Quando o assunto é sobre as drogas, ele enfatiza “Sou a favor da regulamentação de todas as drogas. Significa que elas têm que ser reguladas por um órgão. Tudo é regulado, só as drogas que não são. Proibir não evita que as pessoas as consumam”. O ator acredita que as drogas são liberadas da pior maneira possível, pois qualquer um consegue ter acesso a elas e, com isso, a situação torna-se um grande problema.

Ao citar que tipo de ator Gregorio é, ele explica se achar engraçado. “Acho que eu sou mais um palhaço mesmo. No sentido em que o palhaço não é um ator camaleônico, ele é um ator que explora ao máximo o próprio ridículo. Ao invés de se vestir com máscaras e acessórios, ele se despe das máscaras sociais e mostra sua alma da forma mais ridícula, mais engraçada”, conta o ator. A graça, para Duvivier, vem da tristeza, de outro lugar que não seja a ficção, pois ele acredita que os acontecimentos mais hilários vêm de acontecimentos verdadeiros do dia a dia.

Na entrevista ele também externa seus sentimentos e fala o que pensa da vida, sendo autêntico ao refletir, como escreveu em uma de suas colunas para a Folha de S. Paulo: “Quem não faz nada pra mudar o mundo está sempre muito empenhado em provar que a pessoa que faz alguma coisa está errada – melhor seria se usasse essa energia para tentar mudar, de fato, alguma coisa. Como diria minha avó: não quer ajudar, não atrapalha”.

Extraído do site do Jornal A Crítica / Campo Grande – MS
http://www.acritica.net/editorias/entretenimento/humorista-do-porta-dos-fundos-fala-de-processos-contra-o-programa-e/166231/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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