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Idosa agredida manda recado a menina que sofreu ofensas: ‘Vamos nos unir’

Maria da Conceição, 65 anos, foi apedrejada em Nova Iguaçu, na sexta. Já Kethelyn Coelho sofreu ofensas religiosas em escola em São Gonçalo

24/08/2017 09:44:26 – ATUALIZADA ÀS 24/08/2017 10:41:09

O DIA

Rio – Agredida a pedradas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Maria da Conceição Cerqueira da Silva, 65 anos, mandou um recado, nesta quarta-feira, a uma jovem que sofreu ofensas religiosas dentro de escola, em São Gonçalo. A idosa afirmou que ela e Kethelyn Coelho, 15 anos, precisam se unir contra a intolerância religiosa.

“Kethelyn, vamos nos unir, porque eu também fui vítima e tenho idade para ser tua avó. Temos que aprender a respeitar a religião do próximo. Com fé em Senhor do Bonfim você vai ficar bem”, disse Maria da Conceição, que participou de reunião na Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) nesta quarta.

O órgão informou que pediu para a 58º DP (Posse) colocar o termo ‘intolerância religiosa’ no boletim de ocorrência de Maria da Conceição. No dia do crime, a filha da idosa, Eliane Nascimento da Silva, de 42 anos, contou que ouviu uma vizinha gritar para sua mãe: “lá vem essa velha macumbeira, hoje acabo com ela”.

A menina e o pai foram recebidos na Secretaria de Direitos HumanosMaíra Coelho / Agência O Dia

Depois, a idosa foi acertada por uma pedra, que teria sido atirada pela vizinha, identificada apenas como Jéssica. A vítima teve ferimentos no rosto, na boca e no braço. Segundo Eliane, ela e a mãe costumam ser ofendidas por vizinhos por serem umbandistas.

Já Kethelyn relatou que sofre ofensas religiosas desde o início de 2016, quando começou a cursar o Ensino Médio no Colégio Estadual Manuel de Nóbrega. A adolescente contou aos pais que um menino, 15 anos, passou a proferir ofensas como “gorda macumbeira” e “macumbeira tem que morrer” durante as aulas. A vítima já havia sido encontrada pelo menos três vezes por professores chorando nos corredores do colégio.

Na semana passada, Kethlyn discutiu com o colega de classe em uma aula de história após ser ofendida por ele. No entanto, segundo a menina, a professora não gostou da discussão e a mandou sair sala. Depois, a adolescente foi suspensa por uma semana.

Após tomar conhecimento do caso, o pai da jovem, Leandro Bernardo Coelho, 35 anos, procurou a direção do colégio para solicitar um encontro com os pais do menino acusado de proferir as ofensas. O pedido foi feito na terça-feira da semana passada, mas, segundo ele, o encontro ainda não foi realizado.

Com isso, Leandro procurou a Delegacia de Atendimento a Mulher (Deam) de São Gonçalo, na tarde desta segunda-feira, para registrar o caso.  Ele pede que a polícia investigue a conduta da professora que retirou a menina de sala e a postura da direção do colégio. “Eu aceito a religião de todo mundo, mas quero que aceitem a minha. A educação que dou aos meus filhos é de não tentar impor a sua religião para ninguém”, ressaltou.

 

 

Extraído do site do Jornal O Dia / Rio de Janeiro – RJ
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-08-24/idosa-agredida-manda-recado-a-menina-que-sofreu-ofensas-vamos-nos-unir.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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