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Idosa agredida pede que polícia inclua termo ‘intolerância religiosa’ em registro

Publicado em23/08/17 19:26Atualizado em23/08/17 19:56

 

Maria da Conceição foi agredida a pedradas Foto: Divulgação

Pedro Zuazo

 

A aposentada Maria da Conceição Cerqueira da Silva, de 65 anos, agredida a pedradas por uma vizinha que a chamou de “velha macumbeira”, luta para que a Polícia Civil inclua no registro de ocorrência o termo “intolerância religiosa”. O caso, que aconteceu na última sexta-feira, foi registrado na 58° DP (Nova Iguaçu) como lesão corporal e injúria. Nesta quarta-feira, a Secretaria estadual de Direitos Humanos solicitou à delegacia a alteração do registro.

— Quando temos a subnotificação dos dados fica difícil desenvolver políticas públicas para a temática. Justamente por esta questão, de registrar corretamente os casos, é que estamos juntos com a Secretaria de Segurança, tratando da criação da Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, a Decradi. Ainda este ano pretendemos inaugurar esta delegacia especializada que já tem a autorização do governador. A vítima de intolerância se sente mais à vontade para denunciar quando está acompanhada de profissionais sensíveis e preparados para o tema — diz o secretário de Direitos Humanos, Átila A. Nunes.

A secretaria ofereceu à idosa assistência médica, jurídica e psicológica. Na semana que vem, Maria da Conceição irá se encontrar com Kethelyn Coelho, a estudante de Nova Iguaçu que foi vítima de intolerância religiosa dentro de sala de aula por ser candomblecista.

— Kthelyn vamos nos unir, porque eu também fui vítima e tenho idade para ser tua avó. Temos que aprender a respeitar a religião do próximo. Com fé em Senhor do Bonfim você vai ficar bem — diz a aposentada.

O secretário Átila A. Nunes recebeu a aposentada Maria da Conceição Foto: Divulgação

 

Extraído do site do Jornal Extra / Rio de Janeiro – RJ
https://extra.globo.com/casos-de-policia/idosa-agredida-pede-que-policia-inclua-termo-intolerancia-religiosa-em-registro-21739965.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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