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Igreja evangélica pagará indenização a terreiro de candomblé por intolerância religiosa

 

Brasil e MundoBrasilA-A+09/10/2015Foto(s): Arquivo pessoal

 

 

(Foto: Arquivo Pessoal)
(Foto: Arquivo Pessoal)

Uma igreja evangélica em Camaçari, na Bahia, pagará indenização por danos morais a um terreiro de candomblé. A liminar foi conseguida por meio da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA), na quarta-feira, dia 7, conforme informações do site iBahia.

Inaugurada há cerca de 1 ano, a igreja evangélica Casa de Oração Ministério de Cristo, fica localizada em frente ao Terreiro Oyá Denã, que era comandado há 45 anos pela ialorixá Mildreles Dias Ferreira. A liminar esclarece que desde sua inauguração, a igreja evangélica praticava atos de intolerância religiosa contra o terreiro. No dia 1º de junho, a ialorixá, de 90 anos, acabou sofrendo um infarto em decorrência da conduta dos frequentadores da igreja e veio a falecer.

O coordenador de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende explica que os evangélicos fizeram uma vigília em frente ao terreiro e gritavam ofensas como “afasta o demônio” e “limpa esse território do satanás e das forças malignas”.

Aproximadamente 15 dias antes, a iyalorixá fez um boletim de ocorrência sobre a conduta de intolerância da igreja evangélica. Cada um dos réus do processo pagará à partir de R$ 2 mil de multa, caso pratiquem intolerância religiosa e a igreja deve colocar um revestimento acústico em sua sede no prazo de 30 dias. Caso não cumpra com a determinação pagará uma multa diária de R$ 5 mil.

 

Extraído do site de notícias GCN / Franca – SP
http://gcn.net.br/noticia/299748/brasil-e-mundo/2015/10/igreja-evangelica-pagara-indenizacao-a-terreiro-de-candomble-por-intolerancia-religiosa

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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