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Instituto contra a intolerância religiosa teme ataques virtuais à rainha de bateria do Salgueiro

08/02/16 15:36Atualizado em08/02/16 15:41

 

Viviane Araújo com fantasia de Maria Padilha, no ensaio do Salgueiro Foto: Roberto Moreyra
Viviane Araújo com fantasia de Maria Padilha, no ensaio do Salgueiro Foto: Roberto Moreyra

Clarissa Monteagudo

 

Enquanto todas as atenções estiverem voltadas para Viviane Araújo, a bateria Furiosa e todos os malandros do Salgueiro, uma turma de “protetores” estará ligada nas redes sociais. Doze profissionais do Instituto Exporeligião vão monitorar as páginas das escolas de samba e de suas personalidades, como a rainha de bateria, Vivi, alvo de intolerância religiosa ao cruzar a Marquês de Sapucaí caracterizada como uma pomba-gira no ensaio técnico.

Na noite desta segunda-feira, o Salgueiro trará entidades da umbanda em seu enredo “Ópera dos malandros”. A Mangueira também é motivo de preocupação por levar orixás no desfile sobre Maria Bethânia, que é candomblecista.

— A gente identificou ataques no ensaio do Salgueiro. Desde sexta-feira, estamos rastreando as páginas das escolas de samba e de perfis já identificados. Viviane é o maior alvo, por ser famosa. Isso não pode existir. A gente consegue denunciar e tirar os perfis. Normalmente, são falsos, feitos para o ataque —, denuncia Luzia Lacerda, diretora geral do Instituto que promove a feira Expo Religião, um espaço de convivência entre líderes de todas as crenças.

Para Luzia Lacerda, a aproximação de Dom Orani João Tempesta das escolas de samba — o arcebispo levou a imagem de São Sebastião à Cidade do Samba — foi um momento histórico para as agremiações. Mas outros segmentos religiosos continuam cultivando a intolerância ao espetáculo.

 

Extraído da versão digital do Jornal Extra online / Rio de Janeiro –RJ
http://extra.globo.com/noticias/carnaval/apuracao-2016/instituto-contra-intolerancia-religiosa-teme-ataques-virtuais-rainha-de-bateria-do-salgueiro-18634377.html