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Instituto Rio Patrimônio da Humanidade cadastra terreiros de Umbanda até o fim do ano

Objetivo é mapear e criar a valorização da religião

 

POR O GLOBO

14/11/2016 16:30

a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda foi primeira instituição cadastrada pela prefeitura. - Divulgação/IRPH
a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda foi primeira instituição cadastrada pela prefeitura. – Divulgação/IRPH

 

RIO – Depois de considerar a Umbanda patrimônio imaterial da cidade, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) vai cadastrar os terreiros localizados no Rio de Janeiro. O objetivo é mapear e criar a valorização da religião. Desde a semana passada, quando o prefeito Eduardo Paes assinou o decreto de proteção, mais de 70 instituições já procuraram a prefeitura. Até o dia 31 de dezembro, as instituições interessadas poderão passar todas as informações ao IRPH.

O instituto vai analisar os terreiros inscritos e, depois, divulgar a lista daqueles que farão parte do cadastro. A primeira instituição cadastrada foi a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, responsável pelo pedido de análise da Umbanda como patrimônio da cidade.

No último dia 8 de novembro, a Umbanda entrou para a lista de patrimônios imateriais do Rio de Janeiro. O reconhecimento aconteceu devido à necessidade de desenvolver políticas públicas de respeito à diversidade religiosa, além de lembrar a importância de reflexões sobre as religiões de matriz africanas. celebradas no Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, as religiões de origem africana também são valorizadas no Cais do Valongo, redescoberto e aberto à exposição pública em 2012 na Região Portuária.

As instituições que quiserem fazer o cadastro no IRPH devem enviar um e-mail para cadastroumbanda.irph@gmail.com com uma apresentação da instituição, com a história, as atividades e o calendário de festividades. Também é possível enviar fotos, reportagens e outros documentos que comprovem a história da instituição e suas relações com a cidade e seus moradores. O cadastro também deverá contar com o nome do responsável pelo terreiro, telefone e e-mail. Se a instituição tiver um estatuto, registro ou outro tipo de formalidade, os documentos também deverão ser anexados.

Com a inclusão da Umbanda na lista de bens imateriais, a cidade do Rio de Janeiro conta com 54 bens imateriais chancelados pelo município. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), são considerados patrimônio imaterial práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.

Extraído do site do Jornal O Globo / Rio de Janeiro – RJ
http://oglobo.globo.com/rio/instituto-rio-patrimonio-da-humanidade-cadastra-terreiros-de-umbanda-ate-fim-do-ano-20466223#ixzz4Q1wq2Fyj

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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