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INTERNACIONAL: Ataque do Boko Haram no Nordeste da Nigéria deixa cerca de 150 mortos

 

18/08/2015 – 14:36:12

 

Cerca de 150 pessoas morreram afogadas ou atingidas por tiros quando fugiam de um ataque do grupo radical islâmico Boko Haram a uma aldeia no estado de Yobe, no Nordeste da Nigéria, informaram hoje os habitantes.

?Homens armados do Boko Haram atacaram a nossa aldeia na quinta-feira, o que levou à morte de cerca de 150 pessoas. A maioria das vítimas morreu afogada no rio quando tentava fugir?, disse à agência France Press (AFP) um habitante da aldeia de Kukuwa-Gari, Bukar Tijjani.

Informações sobre o ataque só foram conhecidas cinco dias depois, porque os postes de telecomunicações em volta da aldeia, a 50 km da capital do estado de Yobe, Damaturu, foram destruídos pelos rebeldes.

Um representante do governo local confirmou o ataque, mas informou que ele deixou cerca de 50 mortos.

O Boko Haram tem multiplicado os ataques e atentados suicidas nas últimas semanas. Segundo a AFP, os novos atos violentos deixaram pelo menos 900 mortos na Nigéria desde 29 de maio.

Durante esse período, o grupo radical promoveu ataques no Níger, Chade e em Camarões, países vizinhos da Nigéria.

Iniciada em 2009, a insurreição islâmica e sua repressão pelas forças nigerianas causaram mais de 15 mil mortes e deixaram mais de 1,5 milhão de desalojados.

O Boko Haram pretende criar um Estado Islâmico no Norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano, ao contrário do Sul, de maioria cristã.

 

Rio: quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados em dois anos

Quase mil casos de intolerância religiosa foram registrados pelo Centro de Promoção da Liberdade Religiosa & Direitos Humanos (Ceplir), no estado do Rio de Janeiro, em dois anos e meio. Entre julho de 2012 e dezembro de 2014, foram registradas 948 queixas. As denúncias envolvendo intolerância contra religiões afro-brasileiras totalizaram 71% dos casos.

Os dados estão em um relatório preliminar divulgado hoje pela organização não-governamental Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR), em audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado (Alerj).

Outro dado mostrado pelo relatório é que, de janeiro de 2011 a junho de 2015, o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República recebeu 462 denúncias sobre discriminação religiosa.

O documento também mostra que a intolerância religiosa virtual vem ganhando destaque nos registros das denúncias, o que demanda a atenção das autoridades para caracterizar juridicamente as situações apresentadas e definir as devidas punições aos infratores.

Presente na audiência, o deputado estadual Átila Nunes (PSL) destacou a importância de se ter uma delegacia especializada no combate à intolerância, devido à grande dificuldade de registro dos casos de discriminação religiosa em delegacias policiais.

– Quase todo mês temos flagrantes de perseguição religiosa. O que temos no Rio de Janeiro é quase um pequeno Estado Islâmico. Hoje, eu só acredito na força da lei através da criação de uma delegacia especializada para esses casos e na ação da Polícia Civil contra os fanáticos.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, Marcelo Freixo (PSoL), os crimes de ódio precisam ser enfrentados e é preciso pensar em formas preventivas. Para ele, falta vontade política para combater esses crimes.

– É importante que nos boletins de ocorrência tenham um espaço para deixar claro que o crime tenha alguma motivação de intolerância religiosa – acrescentou.

Como forma de promover a paz, o respeito e o combate à intolerância religiosa, a comissão promoverá no Posto 6 da Praia de Copacabana a 8ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no dia 20 de setembro às 11h.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a Lusa

 

Extraído da versão digital do jornal Monitor Mercantil / Rio de Janeiro – RJ
http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=173685&Categoria=INTERNACIONAL

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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