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“Intolerância Religiosa com Religiões de Matriz Africana” é o tema do Roda de Conversa de hoje, com o Profº Álvaro Roberto e o Pedagogo Benedito Bazilio

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BY RP ON 30 DE NOVEMBRO DE 2016 CULTURA, EM PAUTA

O Santo de Casa de hoje (30), traz o quadro Roda de Conversa com o tema “Intolerância religiosa com religiões de matriz africana”. Os entrevistados que falam sobre esse tema é o Professor Pós-Doutor, Álvaro Roberto Pires e o Pedagogo e membro do conselho de igualdade Racial do Maranhão, Benedito Bazilio Gomes Filho, mais conhecido por Biné Gomes.

As religiões de matriz africana são os maiores alvos de intolerância religiosa, indicando que essa questão é um grande problema na sociedade, visto que no Brasil, há o sincretismo entre doutrinas, tradições e ritos. Diante desses desafios, Álvaro Roberto falou que, a intolerância surge desde os períodos coloniais, na casa grande, mais especificamente nas senzalas, quando no momento de descanso eles desenvolviam suas crenças, pois havia proibições de praticar sua religiosidade.

Álvaro contou ainda que, há um conjunto de fatores para o surgimento da intolerância, um deles diz respeito ao desconhecimento da sociedade com as religiões africanas, assim, criam a ideia errônea, de que qualquer manifestação africana é voltada para o mal. Benedito acrescentou falando que, o preconceito apresenta-se, inclusive, em alguns integrantes das igrejas pentecostais, pois são desrespeitosos com as os membros da religiões de matriz africanas. Por outro lado, o catolicismo está mais flexível em relação às aceitações com religiões dessa natureza.

Biné falou, inclusive, da possiblidade de ser implantada o ensino religioso nas escolas abordando as religiões de matriz africana. Dessa maneira, o preconceito certamente diminuiria, pois proporcionaria aos alunos conhecer o verdadeiro ensinamento referente a essa religião. Sabendo que, as disciplinas abordadas hoje em dia nas escolas refletem, somente, às religiões católicas e evangélicas.

Dentro do plano para promover políticas públicas no estado visando minimizar essa quadro conflituoso, estão: campanhas de combate a intolerância religiosa, seminários e caminhadas. A partir de janeiro inicia-se a campanha em escolas públicas e privadas para efetuar o conhecimento referente à religiões africanas. Nesse parâmetro, existem instrumentos para a estimular as mudanças sociais relativas a liberdade de credo. Assim, os entrevistados falam da necessidade dos indivíduos de apoiar essa questão, indo aos grupos religiosos para conhecer a abordagem feita e perceber a importância da mesma.

 

Extraído do site da Rádio FM 106,9 Universidade, da Universidade Federal do Maranhão / São Luiz – MA
http://www.universidadefm.ufma.br/noticias/cultura/intolerancia-religiosa-com-religioes-de-matriz-africana-e-o-tema-do-roda-de-conversa-de-hoje-com-o-profo-alvaro-roberto-e-o-pedagogo-benedito-bazilio/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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