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INTOLERÂNCIA RELIGIOSA FAZ ALUNO MUDAR DE ESCOLA

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Estudante de 12 anos passou um mês sem frequentar as aulas na Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, após ter sido barrado pela diretora da instituição por usar guias de candomblé por baixo do uniforme, além de bermuda e boné brancos. Quando voltou à instituição, sentiu-se humilhado diante dos colegas e agora estuda em outra unidade no mesmo bairro. A Secretaria Municipal de Educação informou que tudo não passou de um “mal entendido”. Já o prefeito Eduardo Paes pediu desculpas à criança e determinou abertura de sindicância

3 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 17:57

Favela 247 – Um estudante da rede municipal de ensino foi transferido de escola após passar por um episódio de intolerância religiosa. Aos 12 anos, um aluno da Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, Zona Norte do Rio, teria sido barrado pela diretora da instituição por usar guias de candomblé por baixo do uniforme, além de bermuda e boné brancos. De acordo com matéria da revista Fórum, a denúncia foi feita pela família do estudante. A mãe do garoto, Rita de Cássia Araújo, disse ter avisado à professora que ele iria aderir à religião e que, como parte da iniciação, precisaria vestir roupas claras, tapar a cabeça e usar as guias por três meses. Em resposta, a docente afirmou que o menino não entraria no colégio. Após um mês sem frequentar as aulas, o estudante tentou voltar à escola no último dia 25, mas teria sido impedido pela direção. A mãe dele contou que o garoto se sentiu humilhado diante dos colegas, chorou muito e decidiu não frequentar mais o local. Porém, se manteve firme na ideia de continuar no candomblé. Ele acabou sendo transferido para a Escola Municipal Panamá, também no Grajaú. A Secretaria Municipal de Educação informou que tudo não passou de um “mal entendido”.

Hoje (dia 3), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve reunido com o garoto e sua mãe, de acordo com matéria de Angélica Fernandes para o jornal O Dia. “Temos um enorme orgulho da rede municipal de ensino. Mas existem episódios que não representam aquilo que a rede representa. Hoje eu pedi desculpas à criança pelo eventual erro que aconteceu. A secretaria respeita qualquer tipo de religião e qualquer coisa diferente disso é um erro”, disse o prefeito. Ele ainda informou que uma sindicância foi aberta para reforçar a conduta da diretoria da escola e que, ao fim do processo, serão tomadas as medidas cabíveis.

 

Por Revista Fórum

Aluno é barrado em escola por usar trajes de candomblé

Secretaria de Educação afirmou que tudo não passou de um “mal entendido”

A família de um aluno de 12 anos da Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, Zona Norte do Rio, denuncia que ele foi barrado pela diretora da instituição por usar guias de candomblé por baixo do uniforme, além de bermuda e boné brancos. A mãe disse que, antes de ele aderir à religião, avisou a professora, que afirmou que o menino não entraria no colégio. Como parte de sua iniciação, ele precisaria vestir roupas claras, tapar a cabeça e usar as guias por três meses.

No dia 25 de agosto, depois de quase um mês sem ir à escola, o garoto tentou voltar, mas foi impedido pela direção. A mãe contou que o menino se sentiu humilhado diante dos colegas, chorou muito e decidiu não frequentar mais o local. Porém, se manteve firme na ideia de continuar no candomblé.

Depois de quatro dias do episódio, o aluno foi transferido para a Escola Municipal Panamá, também no Grajaú, onde foi bem recebido por estudantes e funcionários.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação informou à imprensa que tudo não passou de um “mal entendido”.

 

Extraído do site Brasil 247

http://www.brasil247.com/pt/247/favela247/152291/Intoler%C3%A2ncia-religiosa-faz-aluno-mudar-de-escola.htm

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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