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Intolerância religiosa no Rio mostra calamidade social, diz diretor ecumênico

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 02:47 Direitos Humanos,Notícias 13/09/2017 – 18h35 Rio de Janeiro 

Raquel Júnia

O Rio de Janeiro amanheceu com a circulação de vídeos mostrando dois ataques violentos a templos de religiões de matriz afro-brasileira.

Nas imagens, criminosos que seriam ligados ao tráfico de drogas, obrigam os próprios religiosos a destruírem peças sagradas e guias.

Para o diretor executivo da organização Koinonia, que atua na defesa da liberdade religiosa, Rafael Soares, os casos mostram a gravidade da situação de intolerância religiosa no Brasil.

Ele destaca que o protagonismo de organizações criminosas na prática desses crimes não é uma novidade e que a autoria das novas ações violência só reforça a complexidade da situação.

Os casos aconteceram em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense e na Ilha do Governador, na zona norte do Rio.

Rafael reforça que se trata de uma situação de calamidade social, agravada pela fragilidade das instituições no país.

Segundo a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Mulheres e Idosos, foram recebidas sete denúncias de terreiros atacados em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, nas últimas duas semanas.

Em nota, a secretaria afirma que o secretário Atila Nunes solicitou ao governador do Rio Luiz Fernando Pezão a criação com urgência da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

Uma reunião nesta terça-feira (12) com a presença da secretaria de segurança e da chefia da Polícia Civil definiu os próximos passos para criação da delegacia.

De acordo com a Polícia Civil, policiais da 37ª DP estão investigando o caso da Ilha do Governador.

 

Extraído do site da Agência de Notícias EBC / Brasília – DF
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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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