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Intolerância religiosa: OAB classifica caso como lógica fundamentalista

Mãe de santo alagoana foi recebida pela ordem que garantiu punição para envolvidos em caso de intolerância religiosa com ator global.

De acordo com o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-AL, Daniel Nunes, a OAB vai acompanhar de perto a situação que pode culminar em processo por danos morais para a ex-namorada do ator e também para aquelas pessoas que registraram mensagens de ódio na rede social instagram de Henri Castelli.

“Infelizmente isso é o que tem acontecido em nosso país de um ano pra cá, essa onda conservadora. Esse caso é uma demonstração muito gritante que leva à discriminação contra tudo que vai de encontro a essa lógica estreita e fundamentalista. Nós, como Comissão de Direitos Humanos, jamais poderíamos compactuar com essa lógica de discriminar as religiões de matrizes africanas. É uma forma de mascarar o racismo que também cresce em nosso país”, diz Daniel Nunes.

 

João Urtiga/Alagoas24horasMãe Neide, patrimônio vivo do Estado, foi alvo de injúria racial e intolerância religiosa
João Urtiga/Alagoas24horasMãe Neide, patrimônio vivo do Estado, foi alvo de injúria racial e intolerância religiosa

Já para o presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da OAB, Alberto Jorge de Oliveira, a união de esforços com a entidade deve garantir que o caso não fique impune e esquecido, de modo que as celebrações afrobrasileiras devem ser respeitadas como consequência. “Desde a ‘Quebra do Xangô’ até os dias atuais a sociedade ainda não aprendeu a aceitar a religiosidade afro. Aqui mesmo em Alagoas já recebemos diversas denúncias de invasões a terreiros religiosos por parte da Polícia Militar, por exemplo”, informa o presidente.

Ainda segundo Alberto Jorge, todos os casos estão sendo acompanhados e, para reforçar esse apelo, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-AL) agendou uma reunião com o secretário de Defesa Social, Alfredo Gaspar de Mendonça, para discutir a intolerância religiosa em Alagoas. “Infelizmente essa não é a primeira vez que a Casa de Mãe Neide sofre com intolerância. Com a internet a covardia foi facilitada, isso gera além do racismo um impacto emocional muito grande nela”, diz a filha de santo Keila.Já para o presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnicas e Sociais da OAB, Alberto Jorge de Oliveira, a união de esforços com a entidade deve garantir que o caso não fique impune e esquecido, de modo que as celebrações afrobrasileiras devem ser respeitadas como consequência. “Desde a ‘Quebra do Xangô’ até os dias atuais a sociedade ainda não aprendeu a aceitar a religiosidade afro. Aqui mesmo em Alagoas já recebemos diversas denúncias de invasões a terreiros religiosos por parte da Polícia Militar, por exemplo”, informa o presidente.

Para Mãe Neide, o maior medo após o episódio é o ataque físico e não o verbal. “Eu tenho medo dos ataques, vocês sabem como é o fanatismo de algumas pessoas. Imagine então quantas mães e pais humildes não sofrem com isso todos os dias”, diz.

O caso é acompanhado pelos advogados Walkirya Carvalho e Newton Pereira Gonçalves.

Extraído do portal de notícias Alagoas 24 Horas
http://www.alagoas24horas.com.br/896460/oab-al-manifesta-solidariedade-sobre-caso-de-discriminacao-contra-mae-neide/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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