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Intolerância religiosa quase acaba em tragédia, em Praia Grande

BRUNO LIMA

13/04/2016 – 18:19 – Atualizado em 13/04/2016 – 21:50

 

 

Vítima permanece internada no Hospital Irmã Dulce
Vítima permanece internada no Hospital Irmã Dulce

A intolerância com a religião do próximo por pouco não terminou em tragédia na Guilhermina, em Praia Grande, durante a noite de terça-feira. Indignado por ver o auxiliar de limpeza e vizinho Paulo Silva dos Santos, de 33 anos, acender velas na esquina de sua casa, um motoboy e pastor evangélico apagou tudo alegando que aquilo atrairia vibrações negativas. Depois de uma intensa discussão, o auxiliar de limpeza se armou com uma faca e tentou matar o motoboy.

Ferido no abdômen, a vítima permanece internada no Hospital Irmã Dulce, mas sem risco de morte. Preso dentro de casa, Paulo assumiu a autoria do crime e acabou indiciado em flagrante por tentativa de homicídio.

A confusão entre os dois aconteceu na Rua Venezuela, por volta das 22h30. Umbandista, Paulo foi até a esquina da rua e acendeu as velas para um trabalho religioso. Evangélico, o motoboy discordou e pediu para o auxiliar de limpeza desfazer aquilo. O pedido não foi atendido e teve início uma discussão.

Totalmente contrariado, o pastor se irritou e apagou as velas. Paulo não gostou da atitude e correu para dentro da moradia, onde se armou com uma faca. Ao retornar à rua, retomou a discussão com o pastor e lhe aplicou três facadas no abdômen.

Diante da briga, vizinhos acionaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que conduziu a vítima ao PS, enquanto o auxiliar de limpeza voltou para a sua residência e guardou a arma usada na tentativa de homicídio.

Faca limpa

Assim que o pastor deu entrada na unidade médica com os ferimentos, a Polícia Militar foi avisada e compareceu ao hospital e, posteriormente, ao local do crime. Os PMs ouviram a vítima e testemunhas, antes de conversar com o agressor. Indagado sobre as acusações, Paulo confirmou que havia esfaqueado a vítima após ela apagar as suas velas e dizer que chamaria uns amigos para acertar as contas com o agressor.

Questionado sobre a faca, Paulo apontou o objeto na cozinha e disse que tinha lavado logo após chegar em casa. Perante a situação e a confissão, os policiais apresentaram o agressor ao delegado Flavio Goda Magario, na Delegacia da Cidade. Depois do indiciamento, o motoboy foi recolhido à cadeia da Cidade, onde ficará à disposição da Justiça.

 

Extraído do site do Jornal a Tribuna / Santos – SP
http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/policia/intolerancia-religiosa-quase-acaba-em-tragedia-em-praia-grande/?cHash=c2faa79f15f1285fa9b60c187aa1cb81

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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