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Investigação de ataques a umbanda e candomblé

Secretaria de Direitos Humanos recebe denúncias de que traficantes seriam os mandantes dos ataques.

Foca Na Umbanda

Revisado porEdimarcio Augusto Monteiro

Publicado:

11 setembro 2017

 

Após a série de ataques que vários terreiros de umbanda e candomblé vem sofrendo nos últimos meses, a Polícia Civil do Rio de Janeiro começa uma investigação para encontrar os responsáveis. Uma denúncia de que traficantes seriam os mandantes do ataque fez com que a Secretaria de #Direitos Humanos se pronunciasse, através do secretário Átila Nunes, alegando a existência de uma discurso manipulador a favor da intolerância religiosa.

Se já não bastasse o cúmulo da existência do tribunal do #Tráfico, decidindo quem vive e quem morre, agora os bandidos querem controlar a fé das pessoas, através da força bruta. Em carta que chegou à secretaria, os traficantes dizem que não vão aceitar o culto a deuses estranhos e que as oferendas, chamadas vulgarmente de macumbas, sujem as ruas.

Ainda de acordo com o secretário Átila Nunes, as informações que chegaram até a pasta seriam de que há a utilização de discurso religioso orientando e incentivando as pessoas, inclusive os traficantes, a perseguirem os adeptos da umbanda e candomblé.

O discurso de ódio dos traficantes é completamente infundado, é a clara arrogância do ser humano em desconhecer a verdade sobre as religiões umbandista e candomblecista. Nos últimos dois meses, em Nova Iguaçu, sete terreiros foram depredados.

De acordo com o relato de uma religiosa, os bandidos invadiram o local dos cultos religiosos, também conhecido como terreiro, e quebraram tudo, desde janelas e portas a imagens e assentamentos, além de proibirem a atividade religiosa e a vestimenta branca, comum das religiões.

Um caso antigo de interesses financeiros

No famoso Morro do Dendê, em 2013, os traficantes já proibiram os cultos de umbanda e candomblé, e até a utilização de roupas brancas.

Para a Secretaria de Direitos Humanos, outros interesses, além do religioso, estão envolvidos. Através de denúncias, os bandidos estariam utilizando-se de falsas igrejas evangélicas para a lavagem de dinheiro, através do dízimo.

O secretário Átila Nunes afirmou que são falsos religiosos utilizando da fé alheia para lavar dinheiro e conseguir oficializar o dinheiro das operações criminosos. Monopolizar a religião acaba sendo um bom negócio para os bandidos.

Testemunhas relatam que são reféns da bandidagem, dessa gente que não tem educação e nem cultura e é exatamente a falta de cultura, ou a falta da importância que a cultura tem na vida dessas pessoas, que atos como esse continuam assolando o país e acabando com a religião das pessoas.

Principalmente na periferia, onde o povo é mais humilde e apoia-se na fé para a labuta diária, os bandidos vêm proibindo a única chama de esperança desse povo sofrido, que é o brasileiro. O governo precisa e tem o dever de acabar com essa impunidade. É um direito de todo brasileiro cultuar sua religião. Vamos dizer não à intolerância religiosa. #Rio Cultura

 

 

Extraído do portal de notícias Blasting News
http://br.blastingnews.com/brasil/2017/09/investigacao-de-ataques-a-umbanda-e-candomble-002000037.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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