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IPN apresenta na galeria Pretos Novos exposição Assentamentos

Dia 26 de Novembro (quarta-feira) as 18:30 min.Vernissage da Exposição Assentamentos

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A artista Rosana Paulino apresenta mostra inédita na Galeria Pretos Novos

Entre os anos de 1865 e 1866 o zoólogo suíço Louis Agassiz comandou uma expedição de cunho “científico” ao Brasil, a chamada Expedição Thayer. Sua intenção era provar a superioridade da etnia branca sobre as demais. A fim de provar suas teorias racistas, encomendou ao fotográfo franco suiço Augusto Sthal, que então residia no Rio de Janeiro, uma série de imagens de africanos que aqui viviam. A ideia era retratar “tipos raciais puros” em fotos que variavam do “portrait” as fotografias de caráter científico, a saber, retratando estas pessoas, negros e negras, em três posições diferentes: de frente, de costas e de perfil. Esta suposta cientificidade acabou, paradoxalmente, por gerar registros fotográficos únicos da população escrava do então Rio de Janeiro. Estas imagens, já em domínio público, estão hoje na coleção do Peabody Museum of Ethmology and Arqueology, de Harvard e são à base do projeto proposto.

Em oposição ao que tentava provar o que Agassiz conseguiu foi, de fato, documentar aqueles que ajudaram a fundamentar a cultura brasileira. Estes escravos e escravas, colocados ali sem a dignidade das roupas que sublinhavam a condição humana, foram, na realidade, peças fundamentais no assentamento de nossas bases culturais. A partir desta pesquisa, a artista visual Rosana Paulino começou a pensar na visão geral do Brasil como um grande armazém, desde o período do “descobrimento”. Segundo ela, “os ossos apareceram sem que eu tivesse consciência, ou melhor, emergiram do inconsciente. No início, as sombras representavam “quase pessoas”, se é que posso falar deste modo. Pois os escravizados eram antes vistos como lenha para queimar, para mover a engrenagem da economia escravagista, que gente. Eram, grosso modo, sombras de seres humanos.

O resultado do trabalho da artista, após a sua residência artística em Belaggio, na Itália, será apresentado pela primeira vez na Galeria Pretos Novos, com a exposição Assentamento, curadoria de Marco Antonio Teobaldo, no dia 26 de Novembro, 18h, integrando a programação da instituição para as celebrações do Mês da Consciência Negra.

No mesmo dia as 18h será o relançamento do livro que foi Prêmio Arquivo Geral da Cidade em 2006. Nesta 2ª edição, revisada e ampliada com o prefácio de José Murilo de Carvalho e o texto de orelha de Míriam Leitão.

Leiam a História dos Pretos Novos.
Á flor da terra: O Cemitério dos Pretos Novos no Rio de Janeiro.

A seguir o tradicional Samba no Museu encerrando a noite.

Não se esqueçam dos quitutes.

 

Fonte: Página do IPN no Facebook.

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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