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Ivanir dos Santos critica abordagem da questão racial na campanha

Publicado há 2 dias – em 27 de outubro de 2014 » Atualizado às 17:32

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O professor Ivanir Augusto dos Santos, coordenador do Centro de Convivência Negra da UnB, critica a abordagem do tema que, segundo ele, foi superficial durante a campanha dos dois candidatos. “Acho que eles falaram muito pouco sobre a questão racial. Só mencionar o assunto não adianta. Não se aprofundaram nisso, aliás, não se aprofundaram em nada.” Reportagem da Agência Brasil aponta semelhanças nas propostas de governo dos dois candidatos à Presidência da República sobre igualdade racial.

 

Favela 247 – Reportagem da Agência Brasil aponta que os programas de governo e discursos dos dois candidatos à Presidência da República seguem linhas semelhantes em relação à igualdade racial. Enquanto Dilma Rousseff (PT) lembra o que foi feito nos últimos 11 anos, Aécio Neves (PSDB) fala em aplicar leis que ainda estão no papel e ampliar ações já existentes.

Ivanir Augusto dos Santos, coordenador do Centro de Convivência Negra da UnB, critica a superficialidade com que o tema foi tratado na campanha, e destaca a falta de verba como a principal questão a ser discutida. “O grande problema é discutir a questão orçamentária. Não tem orçamento suficiente para essas questões. As políticas públicas precisam de um fundo de R$ 3 bilhões para os próximos 5 anos.”

Por Marcelo Brandão, para a Agência Brasil

Candidatos à Presidência têm propostas semelhantes sobre igualdade racial

O tema da igualdade racial vem ganhando cada vez mais evidência nas pautas sociais e de governo nos últimos anos. As chamadas “ações afirmativas” propõem a redução da desigualdade na sociedade e o pagamento de uma “dívida histórica” que, segundo o governo, o Brasil tem com a população negra.

Nos programas de governo, os dois candidatos à Presidência da República seguem linhas semelhantes. Não há grandes divergências entre os discursos de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) sobre o tema. Enquanto a petista lembra o que foi feito nos últimos 11 anos, o tucano fala em aplicar leis que ainda estão no papel e ampliar ações já existentes.

A campanha de Aécio propõe “dar efetiva” aplicação à Lei 9.459/1997, que define os crimes de racismo e preconceito racial, além de aplicar a lei que obriga o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas. O PSDB, no programa de governo, fala também em ampliar as “ações afirmativas para inserção social” de negros e indígenas nas universidades, nos espaços políticos e cargos públicos.

Sem detalhar que tipo de ações serão feitas, o programa tucano também aborda o resgate dos conhecimentos científicos das comunidades tradicionais e a promoção da juventude negra, incentivando a produção cultural e a participação da mulher negra nos espaços de decisão da sociedade. O programa de governo também indica a criação de um Fundo Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

site da campanha de Dilma não apresenta propostas para um próximo governo, mas lembra das políticas adotadas desde o início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, até a gestão dela própria. Entre as ações pela igualdade racial, destacam-se a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e das cotas para ingresso nas universidades públicas e também em concursos públicos para órgãos da administração pública federal, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.

A campanha petista também ressalta a criação do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que dá assistência a estudantes de baixa renda matriculados em cursos de ensino superior em instituições públicas de ensino. O Pnaes, segundo descrição do site do programa, oferece assistência à moradia estudantil, alimentação, transporte, à saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche e apoio pedagógico. As ações são executadas pela própria instituição de ensino, que deve acompanhar e avaliar o desenvolvimento do programa.

O professor Ivanir Augusto dos Santos, coordenador do Centro de Convivência Negra da UnB, destaca a falta de verba como a grande questão a ser discutida. “O grande problema é discutir a questão orçamentária. Não tem orçamento suficiente para essas questões. As políticas públicas precisam de um fundo de R$ 3 bilhões para os próximos 5 anos.”

Ivanir, inclusive, participa de um movimento de criação do Fundo Nacional de Combate ao Racismo (FNCR). O movimento pretende recolher 1,4 milhão de assinaturas e criar uma lei de iniciativa popular. O dinheiro desse fundo poderia vir, de acordo com ele, das multas recolhidas por injúria racial e da arrecadação da Mega-Sena de 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, entre outras fontes.

Com um orçamento adequado, o próximo presidente da República precisaria olhar para questões, de acordo com o professor, como educação, saúde e segurança, voltadas para os negros. Ele destaca a necessidade de implementar a lei que garanta o ensino da história da África e cultura afro-brasileira nas redes de ensino, de reduzir os homicídios da juventude negra e tirar do papel a proposta de um programa de atenção à saúde da população negra.

Ele ainda critica a abordagem do tema que, segundo ele, foi superficial durante a campanha dos dois candidatos. “Acho que eles falaram muito pouco sobre a questão racial. Só mencionar o assunto não adianta. Não se aprofundaram nisso, aliás, não se aprofundaram em nada.”

 

Fonte:  Portal Africas 

 

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Extraído do Portal Geledés

http://www.geledes.org.br/ivanir-dos-santos-critica-abordagem-da-questao-racial-na-campanha/?utm_source=Atualiza%C3%A7%C3%B5es+Portal+Geled%C3%A9s&utm_medium=email&utm_campaign=ef65c12111-RSS-NEWS-Portal-Geledes&utm_term=0_449908e143-ef65c12111-350781757#axzz3HYOptjsu

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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