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Jean Wyllys apresenta projeto que garante livre manifestação e diversidade nas escolas

17/08/2016 10h05

 

Por Alexandre Parrode
Edição 2145

Deputado defende que ensino democrático é plural, inclusivo e aberto a todos os debates: “Livre de censura, de preconceitos e discursos de ódio”

Deputado federal Jean Wyllys | Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL) apresentou, na última quarta-feira (16/8), projeto que tem como objetivo garantir a “liberdade de expressão” de professores e assegurar a pluralidade de ideias nas escolas brasileiras.

Em sua página no Facebook, o parlamentar postou a íntegra da propositura, que tem como objetivo garantir uma “Escola Livre”. “Uma escola para a democracia não é uma escola ‘sem partido’, mas com muitos partidos, com muitas ideias, com muito debate, com muita análise crítica do mundo”, argumentou.

Segundo o texto, fica garantida em todo o território nacional a livre manifestação de pensamento nas escolas públicas e privadas; o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; bem como a laicidade e o respeito pela liberdade religiosa, de crença e de não-crença, sem imposição e/ou coerção em favor ou desfavor de qualquer tipo de doutrina religiosa ou da ausência dela.

Além disso, caso aprovada, a lei preconiza uma educação contra o preconceito, a violência, a exclusão social e a estigmatização das pessoas pela cor da pele, origem ou condição social, deficiência, nacionalidade, orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero ou qualquer outro pretexto discriminatório.

Jean Wyllys aproveita para alfinetar os fundamentalistas que defendem a criminalização da “doutrinação ideológica” por meio do projeto proposto pelo senador Magno Malta (PR-ES) que fala em “Escola Sem Partido”.

“Enquanto os fascistas, os macarthistas e os fundamentalistas religiosos falam em ‘Escola sem partido’ e travam uma estúpida guerra contra uma inexistente ‘ideologia de gênero’, eu quero defender uma escola livre. Uma escola democrática, plural, inclusiva, aberta a todos os debates. Livre de censura. Livre de preconceitos e discursos de ódio. Livre de burrice e autoritarismo”, arremata.

A proposta do deputado socialista proíbe, ainda, em sala de aula ou fora dela, “em todos os níveis e modalidades de educação da Federação”, a prática de qualquer tipo de censura de natureza política, ideológica, filosófica, artística, religiosa e/ou cultural a estudantes e docentes, ficando garantida a livre expressão de pensamentos e ideias.

 

Extraído do site do Jornal Opção / Goiânia – GO
http://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/jean-wyllys-apresenta-projeto-que-garante-livre-manifestacao-e-diversidade-nas-escolas-72875/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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