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João Pessoa: Roberta Guimarães abre mostra sobre candomblé na Estação Cabo Branco

03 nov 15     Adriana Crisanto “Respeito e reconhecimento” foram às temáticas escolhidas pela fotógrafa Roberta Guimarães para mostrar seu fotográfico, na exposição intitulada “Agô”. A exposição será aberta quinta-feira (5), na galeria da Estação das Artes Luciano Agra, prédio ao lado da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. Foto-Roberta-Guimarães-Ossaim-Terreiro-de-Pai-Cleyton-IMG_8230-copy-300x218A entrada é gratuita para o público de todas as idades e a exposição pode ser vista até o dia 13 de dezembro. O horário de funcionamento da Estação Cabo Branco é de terça a sexta-feira das 9h às 21h e sábados domingos e feriados das 10h às 21h. Nesta exposição estão sendo apresentadas 30 fotografias, vídeos e informativos da pesquisa realizada pela fotografa em 14 terreiros de xangô de Pernambuco. A curadoria da exposição é de Raul Lody, com apoio local da curadora geral da Estação Cabo Branco, Lúcia França. Esse trabalho foi registrado no livro “O Sagrado, a pessoa e o orixá”, lançado em 2014 em Recife. Foto-Roberta-Guimaraes-025-Amalá-de-Xangô-6C5A-5994-copy-2-300x218As fotografias mostram a grande influência africana na formação da identidade brasileira. É um mergulho nas particularidades dos rituais do xangô, assim como no vídeo que foi produzido pela artista. Roberta Guimarães explicou que este trabalho não se limita à questão religiosa, mas trata de questões como respeito, solidariedade, com um forte componente de gênero. “No Xangô, o feminino e o masculino aparecem de forma mais livre. Um orixá masculino pode se manifestar em uma filha de santo”, disse. O conceito fica claro na abordagem dada aos dois vídeos, em que apresenta uma espécie de “crossdressing” (termo que se refere a pessoas que vestem roupa ou usam objetos associados ao sexo oposto), mostrando a transformação de dois filhos de santos em entidades de sexo oposto. O vídeo que será exibido trará imagens dos terreiros, dos rituais e entrevistas com filhos e pais de santos falando sobre suas relações com a religião e detalhes da vida do terreiro. Foto-Roberta-Guimarães-Terreiro-de-Manoel-Papai-Antigo-Sitio-de-Pai-Adão-IMG_9389-copy-300x218Uma das peculiaridades que a fotografa destaca em seu trabalho é a profunda relação da religião com a natureza, que transcende dos atos religiosos para o cotidiano de seus praticantes e seguidores. O curador da exposição, Raul Lody, comentou que as fotografias traduzem uma profunda religiosidade, que busca a permanente preservação das matrizes africanas e valorização dos seus direitos culturais. “Roberta olha para o Xangô com admiração e com desejo de expressar através da fotografia, o xangô em Pernambuco na plenitude da sua identidade”, acrescentou. A exposição é uma oportunidade de ver e vivenciar, um pouco, a arte do xangô pernambucano em sua dimensão Foto-Roberta-Guimarães-iroko-Para-capa-copy-300x218sagrada e cultural. Roberta Guimarães contou ainda que em algumas sessões fotográficas trabalhou mais de 12 horas acompanhando rituais extremamente minuciosos, como o Ebó das Águas, em que o adepto passa por uma preparação, vai se banhar em um rio e depois retorna ao terreiro para finalização da cerimônia. Sobre a fotografa – Com mais de 20 anos de experiência, Roberta Guimarães é formada em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e cursou Fotografia no Instituto Superiore di Fotografia de Roma (Itália). Tem ainda especialização em Estudos Cinematográficos (Unicap). Atuou como repórter fotográfica na Folha de Pernambuco e no Jornal do Commercio. É diretora e sócia fundadora da Agência Imago. Entre outros trabalhos de Roberta, estão os livros “É do coco é do coqueiro”, “Eu vi o mundo e ele começava no Recife” e “Olaria Ocre”, em parceria com os artistas Dantas Suassuna e Joelson Gomes. SERVIÇO: Exposição: “Agô” Expositora: Roberta Guimarães Local: Galeria da Estação das Artes Luciano Agra Período: 5 de novembro a 13 de dezembro Entrada gratuita Horário de funcionamento da casa: Terça a sexta-feira das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados das 10h às 21h. Fones: 3214.8303 – 3214.8270 www.joaopessoa.pb.gov.br/estacacb CONTATOS PARA IMPRENSA: Curadora da Estação Cabo Branco – Lucia França – 9 8818-2418 Roberta Guimarães – (81) 9.9132.7758   Extraído do portal da Prefeitura de João Pessoa – PB http://www.joaopessoa.pb.gov.br/roberta-guimaraes-abre-mostra-na-estacao-cabo-branco/

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Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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