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Jovem usa roupa com inspiração ‘afro’ para dar sorte no Enem, no ES

Ele usou turbante, colares rústicos e fez pinturas no rosto.
Luiz Felipe quer fazer medicina veterinária e estudou sozinho para a prova.

Victoria VarejãoDo G1 ES | 25/10/2015 13h17 – Atualizado em 25/10/2015 13h17

 

Luiz Felipe usa roupas com inspiração africana para dar sorte na prova (Foto: Victoria Varejão/ G1)
Luiz Felipe usa roupas com inspiração africana para dar sorte na prova (Foto: Victoria Varejão/ G1)

 

O estudante Luiz Felipe Xavier, de 18 anos, chamou a atenção entre os candidatos que aguardavam para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em uma escola de Vitória, neste domingo (25). Ele usou uma roupa com inspirações africanas, com direito a turbante, colares rústicos e pintura no rosto. Para ele, se vestir assim funciona como amuleto da sorte.

 

“Estou em um lugar em que 90% das pessoas são brancas, fazer uma prova que pode ter questões sobre negritude, mas a grande maioria dos candidatos não sabe o que é negritude”, defendeu.

Ele contou que sempre busca se vestir de maneira que relembre suas origens e que esse jeito diferente contribui para que ele se sinta mais confiante. “Vim trazendo as minhas origens, esse é meu projeto de vida. Venho trazendo para a prova toda a ideologia do negro em mim, toda a resistência, isso é muito importante nessa hora”.

Luiz Felipe sonha em fazer o curso de medicina veterinária e estudou em casa. “É a segunda vez que eu tento, da primeira foi apenas como treineiro. Não tive a oportunidade de fazer cursinho, estudei sozinho em casa”, disse.

 

Redação
Ele também revelou que ficou duas noites sem dormir, preocupado com a prova de redação. “A redação sempre nos surpreende, nunca cai algo que a gente espera. Tem duas noites que não durmo de nervoso, preocupado, até sonhei que tinha perdido a prova”.

 

 

Extraído do portal de notícias G1 / Espírito Santo
http://g1.globo.com/espirito-santo/educacao/noticia/2015/10/jovem-usa-roupa-com-inspiracao-afro-para-dar-sorte-no-enem-no-es.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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