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JOVENS CRIAM REVISTA PARA DIVULGAR CULTURA AFRO NO BRASIL E LUTAR CONTRA PRECONCEITOS

Revista serve como vitrine religiosa e cultural para os Africanistas do Rio Grande do Sul.

profile_1438929_1457626689Publicado: 11 março 2016

MAICON OLIVER

 

Jovens criam Revista Afro-Religiosa
Jovens criam Revista Afro-Religiosa

Preservar, promover e estimular a memória e o patrimônio cultural das religiões de matriz africana praticadas no sul do Brasil, esse é o principal objetivo da revista Odum, criada em 2013, pelo Designer Gráfico Diego Valcam e também seu colega, Leandro Lopes. As primeiras edições foram todas produzidas através de parcerias com instituições, associações e  comunidade religiosa. Agora, 25 pessoas de diferentes cidades do Rio Grande do Sul compõem o corpo editorial. Para Diego, os museus brasileiros não trabalham a memória dos povos de terreiro, em específico do batuque gaúcho, apesar da imensa diferença, muitas vezes confundidos por leigos com o candomblé da Bahia. “Existem, no Rio Grande do Sul, muitas casas de Batuque que seguem os preceitos de determinadas nações vindas da África, embora algumas casas sejam da mesma Nação, ainda assim, têm suas peculiaridades, devido ao fato que nossa Religião Africana não foi uma religião escrita  e sim vivida e transmitida oralmente na vivência de seus integrantes, bem como, adequada à realidade aqui encontrada e vivida pelo negro, o que torna nosso Batuque muito genuíno”, declara o idealizador do projeto cultural, Diego Valcam.

Rio Grande do Sul é o estado mais Afro-Religioso do Brasil

Conforme revelado pelo IBGE, o Rio Grande do Sul é apontado como o estado mais Afro-Religioso do país. A estatística acerca das religiões afro-rio-grandenses constitui uma lacuna ainda não preenchida. Estima-se a existência, neste Estado, de cerca de trinta mil terreiros, espalhados por todo o seu território, havendo, porém, uma concentração maior na região metropolitana de Porto Alegre.

A estruturação do Batuque no estado do Rio Grande do Sul deu-se no início do século XIX, entre os anos de 1833 e 1859. Tudo indica que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. Tem-se notícias, em jornais desta região, matérias sobre cultos de origem africana datadas de abril de 1878, (Jornal do Comércio, Pelotas). Já em Porto Alegre, as notícias relativas ao Batuque, datam da segunda metade do século XIX, quando ocorreu a migração de escravos e ex-escravos da região de Pelotas e Rio Grande para  a Capital. Lembrando sempre que a língua usada é a Yoruba.

O conteúdo da revista, publicada a cada bimestre, é definido a partir de datas oficiais e acontecimentos que estejam ligados à memória do povo afro-religioso. O primeiro exemplar, por exemplo, prestou homenagem à Iemanjá, Orixá rainha das águas. Além disso, já foram feitas edições voltadas para o lado politico, como no caso em que a deputada Regina Becker abriu um projeto de lei que proibia o sacrifício de animais em rituais afro, causando mobilização de toda a comunidade.

“Nosso objetivo é lembrá-los, transformando a revista em uma iniciativa de museologia social. Queremos levantar questionamentos para atender as minorias que não são vistas na memória oficial, solucionar o preconceito de forma diferente”, afirma Diego, destacando que tentam usar uma linguagem acessível para todos, para mostrar ao público seus direitos e conquistas.

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Photogallery – Jovens criam revista para divulgar cultura Afro no Brasil e lutar contra preconceitos

 

Extraído do portal suíço de notícias Blasting News
http://br.blastingnews.com/porto-alegre/2016/03/photo/photogallery-jovens-criam-revista-para-divulgar-cultura-afro-no-brasil-e-lutar-contra-preconceitos-637627.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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