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Juiz absolve Babalorisa denunciado por abuso de animais em rito religioso!

 

O Juiz de Direito Eduardo de Lima Galduróz, do Juizado Especial Criminal de Cotia/SP, absolveu no último dia 12 o Babalorixá Zarcel e sua esposa Priscila, acusados de abuso de animais em ritual religioso.

O caso teve início em agosto de 2016 ocasião em que uma vizinha do Babalorixá acionou a Polícia sob alegação de ter ouvido “gritos de animais” no templo religioso localizado próximo de um condomínio.

A perícia compareceu no local e constatou que um carneiro havia sido degolado.

O Ministério Público denunciou o Babalorixá Zarcel Carnielli e sua esposa Priscila Moraes, acusando-os do crime de abuso e maus-tratos a animais, previsto na Lei de Crimes Ambientais.

Ao rejeitar a denúncia, o Juiz reconheceu a condição de Sacerdote da Religião Tradicional Iorubá, que o abate ocorreu em ritual religioso e também que o abate de animais domésticos não configura crime.

O Juiz invocou ainda a recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que julgou inconstitucional uma lei do município de Cotia que punia o abate religioso de animais.

O Babalorixá Zarcel Carnielli e sua esposa Priscila Moraes foram defendidos pelos Advogados Drs. Hédio Silva Jr., Estela Sena de Carvalho, Anivaldo dos Anjos Filho, Antônio Basílio Filho e Jáder Freire de Macedo Júnior.

Observemos o dia da absolvição, 12, número do odù Ejila Sebora, no qual fala Șangò no jogo de búzios, nosso meridilogun. 12 é o número de Șangò e Șángò, não por coincidência, é o òrìșà ori do Dr. Hedio Silva Jr. Um dos advogados da causa, ex-secretário de Justiça do Estado de São Paulo e, certamente, um dos maiores juristas do Brasil!
Estamos muito bem representandos juridicamente!

Kawò Kabiyesi Șangò!

 

Fonte: Agen Afro

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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