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Justiça de MG condena três por assassinato de jovem em ritual

Crime aconteceu no bairro São Bernardo, em BH, em 2013.
Segundo denúncia, adolescente morta teria quebrado pacto.

Do G1 MG | 20/01/2015 17h54 – Atualizado em 20/01/2015 17h54

 

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Kliver Marlei dos Santos, Raony Dias Miranda e Warley Valentin da Silva (Foto: Pedro Triginelli/G1)

Três homens foram condenados pelo assassinato de uma jovem de 17 anos, ocorrido no bairro São Bernardo, na Região Norte de Belo Horizonte, em 2013. O crime teria como motivação desentendimentos em um ritual. A decisão, que foi divulgada pela Justiça mineira nesta terça-feira (20), foi tomada pelo juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga, do 1º Tribunal do Júri, na noite desta segunda-feira (19).
De acordo com a assessoria do Fórum Lafayette, Warley dos Reis Valentim da Silva, de 20 anos, deverá cumprir 12 anos de prisão. Raony Dias Miranda, de 20, foi condenado a 13 anos de reclusão. Já Kliver Marlei Alves Dos Santos, de 25, teve a maior pena – 16 anos.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu na casa de Miranda, onde funcionaria um terreiro de candomblé, sob a responsabilidade dele. Segundo a Justiça, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sustenta que o assassinato teria acontecido porque a vítima se recusou aderir às práticas dos três jovens e arrebentou uma guia de orixá, que se destinava a proteger o grupo.

 

Ainda conforme a assessoria do fórum, a defesa dos réus negou que o assassinato tenha tido como pano de fundo um ritual de magia negra. Segundo os advogados dos réus, apenas Silva teria participado do crime, sem ajuda dos outros acusados. De acordo com os defensores, a vítima estaria armada, e o rapaz teria agido em legítima defesa.

Os três jovens condenados estão presos. Segundo a sentença, eles não poderão recorrer em liberdade.

Ao G1, o advogado Rodrigo Braga informou que já recorreu da sentença. Ele considera que as provas contidas no processo são contrárias à decisão e, por isso, quer a anulação do júri popular.

O caso
O crime aconteceu no dia 31 de outubro de 2013 – dia das bruxas. A polícia chegou ao trio em fevereiro do ano passado, quando eles foram apresentados.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Cristina Angeline, a adolescente tinha começado a frequentar o centro de candomblé fazia pouco tempo. Após quebrar o pacto, ela foi morta para que os homens se mantivessem protegidos.

“Eles atraíram ela até o centro. Um deu uma gravata e outro deu várias facadas. Depois, eles beberam o sangue para fechar o corpo e ficar protegidos”, explicou a delegada na época das investigações. Após o crime, o corpo da vítima foi jogado do segundo andar do centro de candomblé na calçada.

 

Extraído do Portal de Notícias G1/Minas Gerais
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2015/01/justica-de-mg-condena-tres-por-assassinato-de-jovem-em-ritual.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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