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Justiça exige acesso de religiões afro-brasileiras à Vila

 

silviodiv60Silvio Barsetti
2 AGO 2016 15h57
atualizado às 17h25

 

 

O juiz Sirly Nascimento Filho, da 5ª Vara Civel da Justiça Federal no Rio, concedeu liminar ao advogado e pai de santo Marcos Penna, garantindo o acesso de representantes de religiões afro brasileiras na Vila Olímpica. O impasse vinha se arrastando havia algumas semanas, notadamente depois que o Rio 2016 divulgou a relação das cinco religiões que gozariam de espaço no local, a fim de celebrar cerimônias e oferecer atendimento aos atletas.

Vila Olímpica está operacional, segundo a Rio-2016 (Foto: Roberto Castro/ME/Brasil2016) Foto: LANCE!
Vila Olímpica está operacional, segundo a Rio-2016 (Foto: Roberto Castro/ME/Brasil2016)
Foto: LANCE!

 

O Comitê Rio 2016 seguiu dados de pesquisas do Comitê Olímpico Internacional (COI) para definir as cinco religiões escolhidas para ocupar o centro ecumênico – cristianismo,  islamismo, budismo,  judaismo e hinduismo. Ao todo, são 24 capelães voluntários à disposição para lhes dar conselhos ou conforto espiritual.

Penna recebeu nesta terça um contato do padre Leandro Lenin, coordenador do centro ecumênico da Vila, e os dois combinaram a presença do pai de santo, na quinta-feira, na ‘casa’ dos atletas. No entanto, ele não se dará por satisfeito se o gesto significar apenas uma visita.

“Temos de ter o nosso espaço reservado lá também,  senão vou de novo à Justiça.  Vivemos num país onde o Estado é laico e há entre os 10 mil atletas que estão aqui muitos adeptos do candomblé”, disse Penna, em entrevista ao Terra. De todo modo, ele estará na Vila na quinta vestido à caráter.  O padre pediu, no entanto, que o pai de santo só vista a roupa de sacerdote ao entrar na área olímpica.

“Quanto a isso, tudo bem, é de praxe. Sou um ministro de confissão religiosa, reconhecido pelo Ministério do Trabalho. Um sacerdote do candomblé. O que não se pode fazer é excluir uma religião de um evento como esse.”

 

 

Extraído do portal Terra / São Paulo – SP
https://esportes.terra.com.br/justica-exige-acesso-de-religioes-afro-brasileiras-aos-jogos,c404af73980923a2cb1f74de93e72db0iqlmvz4y.html

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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