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Lavagem do Adro da Igreja da Sé pede proteção para o ano de 2015

A concentração será a partir das 16h, na Igreja da Sé. A cerimônia é um exemplo do sincretismo religioso presente na cultura pernambucana

Por Ana Cláudia Ribeiro

Publicado em 07/01/15 às 13:07 | Atualizado em 07/01/15 às 13:10

 

Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda

Como forma de reverenciar os ancestrais e pedir proteção para o ano que se inicia, o Afoxé Ará Odé, comandado pelo babalorixá Tata Raminho de Oxóssi, realiza neste domingo (11), a lavagem do Adro da Igreja da Sé – Águas de Oxalá. A concentração é a partir das 16h. Esta é a 33ª edição da cerimônia, que conta com o apoio da Prefeitura de Olinda.

No ritual, um grupo formado por 52 baianas fazem a lavagem do adro da igreja (terreno em frente ao templo) com água, perfume e flores. Também são realizadas orações em homenagem a Oxalá, e alguns pombos são soltos para simbolizar o pedido de paz. “Todos os preparativos estão sendo minuciosamente feitos para que temos uma festa muito bonita, tanto visualmente, como espiritualmente, para quem estiver presente”, declarou Silvio Botelho, que faz parte da produção executiva do evento.

Após a lavagem, o Afoxé segue em cortejo até o Culto Afro Nossa Senhora do Carmo, localizado em Jardim Brasil. O percurso é o seguinte: Ladeira da Sé, Rua do Bonfim, Ladeira da Misericórdia, Quatro Cantos, Rua do Amparo, Largo do Amparo, Rua do Guadalupe, Rua José Ramalho, Av. Carmela Dutra e Rua Angelina Guimarães Silva.

A prática é um exemplo do sincretismo religioso presente na cultura pernambucana, pois reúne ao mesmo tempo elementos da religião afro e do catolicismo. “O objetivo das Águas de Oxalá é que a lavagem traga um ano de paz e prosperidade para todos nós. Lavar tudo que foi negativo no ano anterior, para que as energias fluam melhor em 2015”, explica o Pai Jorge de Bessen, do Afoxé Ará Odé.

Lavagem do Adro da Igreja da Sé – Águas de Oxalá

Domingo, 11 de janeiro
Concentração às 16h na Igreja da Sé e saída de cortejo às 17h

 

 

Devoto com as vestimentas de Oxalá, participa da celebração da lavagem histórica das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Devoto com as vestimentas de Oxalá, participa da celebração da lavagem histórica das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Milhares de pessoas participam da cerimônia. Na imagem, devota prepara o arroz, símbolo e alimento de Oxalá, para ser distribuído entre os participantes. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Milhares de pessoas participam da cerimônia. Na imagem, devota prepara o arroz, símbolo e alimento de Oxalá, para ser distribuído entre os participantes. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Paulo César (Produção do evento): “Fazemos esse trabalho, todo segundo domingo de janeiro, que é a lavagem do pátio das igrejas, sempre pedindo paz. Na verdade é a primeira festa da religião, para que o nosso ano seja repleto de paz, saúde, sossego, adiantamento. Todo trabalho em uma casa de candomblé, só acontece depois da lavagem do Senhor do Bonfim.” Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
Paulo César (Produção do evento): “Fazemos esse trabalho, todo segundo domingo de janeiro, que é a lavagem do pátio das igrejas, sempre pedindo paz. Na verdade é a primeira festa da religião, para que o nosso ano seja repleto de paz, saúde, sossego, adiantamento. Todo trabalho em uma casa de candomblé, só acontece depois da lavagem do Senhor do Bonfim.” Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
O ritual, comandado pelo babalorixá Tata Raminho de Oxóssi, fundador do Afoxé Ara Odé em 1982, começa na Igreja da Sé, onde é feita a lavagem do adro (terreno em frente ao templo religioso) com águas perfumadas e pombos brancos são soltos, simbolizando a paz. Após a lavagem, o grupo, formado por mulheres vestidas com longas saias brancas rodadas, portando jarras perfumadas por flores brancas e percussionistas, sai em direção ao Centro de Raminho, que fica em Jardim Brasil. Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
O ritual, comandado pelo babalorixá Tata Raminho de Oxóssi, fundador do Afoxé Ara Odé em 1982, começa na Igreja da Sé, onde é feita a lavagem do adro (terreno em frente ao templo religioso) com águas perfumadas e pombos brancos são soltos, simbolizando a paz. Após a lavagem, o grupo, formado por mulheres vestidas com longas saias brancas rodadas, portando jarras perfumadas por flores brancas e percussionistas, sai em direção ao Centro de Raminho, que fica em Jardim Brasil. Foto: Luiz Fabiano/Pref.Olinda
Mais de 15 mil pessoas participaram da celebração religiosa da lavagem histórica das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda
Mais de 15 mil pessoas participaram da celebração religiosa da lavagem histórica das escadarias da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim. Foto: Laila Santana/Pref.Olinda

 

 

 

 

Extraído do site da Prefeitura de Olinda/PE

Lavagem do Adro da Igreja da Sé pede proteção para o ano de 2015

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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