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LIBERDADE RELIGIOSA: Representantes de várias religiões promovem ação contra intolerância religiosa em Manaus

 

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, membros de religiões de matriz africana e de igrejas adventistas foram às ruas. “Queremos respeito”, disseram

21/01/2017 às 13:55 – Atualizado em 21/01/2017 às 14:44

Foto: Mayrlla Motta
Mayrlla MottaManaus (AM)

No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado neste sábado (21), representantes de religiões de matriz africana e de igrejas adventistas de Manaus realizaram uma abordagem educativa com o tema “Pedágio de Respeito à Diversidade Religiosa”, no cruzamento da avenida Djalma Batista com a rua Pará, na Zona Centro-Sul da capital.

A ação faz parte de uma campanha promovida pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), que segundo a integrante do Comitê Estadual de Respeito à Diversidade Religiosa (Cerdram), Fabiane Saunier, tem como objetivo trazer a reflexão e chamar a atenção do público a cerca da data.

“Temos visto consequentemente questões voltadas para violação desse direito de fé e de professá-la. Trazendo a perspectiva do Estado laico, trazemos essa disponibilidade de pensamento: temos liberdade de exercer nossa crença ou não crença”, pondera Saunier.

Para o diretor do Departamento de Intolerância Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Anderson Fonseca, a intolerância ocorre por falta de desconhecimento. “A educação é sempre um bom caminho para tiramos a intolerância e ignorância. Muita das vezes sofremos preconceitos e discriminação por desconhecer o outro”, opina o diretor acrescentando que a ação ajuda a desmitificar idéias que se tem sobre as religiões.

O coordenador geral da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro de Matriz Africana (Aratrama), Alberto Jorge Silva, acredita que atividades dessa natureza ajudam a chamar a atenção da sociedade. “Principalmente que o ódio religioso e a intolerância religiosa ainda acontecem. Pessoas são mortas, agredidas, igrejas, templos, terreiros, são profanados em nome de uma fé”, afirma Alberto.

Segundo o coordenador da Aratrama, quando o Estado toma para si a responsabilidade de combater o ódio religioso, o resultado é extremamente positivo. O Comitê Estadual de Respeito à Diversidade Religiosa e da Comissão Liberdade, Consciência e Crença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM) também esteve presente.

Participou também o 1º secretário do Instituto Nacional Afrorigem, Ogã Barreto. De acordo com ele as pessoas praticam a intolerância com os povos de matrizes africanas por não conhecerem a religião. “Às vezes, é pura e simples ignorância”, disse.

Ogã afirma que o movimento realizado pela manhã ajudou a tirar muitas dúvidas de condutores e pedestres que passavam pela Avenida. “Não somos contra ninguém. Estamos aqui para garantir um direito que é estabelecido por Lei, que é de praticar a religião que escolhemos como diz o artigo 5º da Constituição Brasileira”, finalizou.

 

Extraído do site do Jornal A Crítica / Manaus – AM
http://www.acritica.com/channels/manaus/news/nao-queremos-tolerancia-queremos-respeito-acao-reune-representantes-de-religioes

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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