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Líder de religião afro receberá título de cidadão feirense

 

 

Desta vez é o Babalorixá Narcisio Santos de Santana, mais conhecido como Pai Narcisio de Ogum, natural da cidade de Amargosa/Ba, e, reside a mais de quarenta anos na cidade de Feira de Santana/BA, o líder religioso baiano se destaca na religião do Culto Afro brasileiro, na cidade de Feira de Santana/ Bahia, e desenvolve trabalhos sociais naquela cidade, como por exemplo é o Samba de Roda Naná da Bahia. Em 2016, o Vereador Lulinha, apresentou o projeto de Lei. Á câmara Vereadores do Município de Feira de Santana/BA, que outorga o Título de cidadão feirense ao represente Afro Narcisio de Ogum, tendo o Projeto de Lei, de indicação de Lulinha, sido aprovado por unanimidade na casa legislativa da segunda maior cidade do interior da Bahia, e sancionado, pelo atual prefeito José Ronaldo. Para o Babá Narcisio de Ogun, foi uma grande satisfação, pois este ato de reconhecimento dos representantes público da minha cidade de Feira de Santana, que eu adotei com muito amor carinho e responsabilidade, é um reconhecimento muito importante para toda a religião do Culto Afro Brasileiro, que juntos, com humildade, sem distinção de raça, religião, cor, ou poder aquisitivo, podemos fazer muito para o desenvolvimento da nossa comunidade.

 

 

HISTÓRIA DO BABALORIXÁ NARCISIO DE OGUM
( MÔGINGANA )

Narcisio de Ogum ou “Môgingana”, de descendência Africana, nasceu em sete de março de um mil novecentos e cinqüenta e nove, na cidade de Amargosa, Bahia, onde viveu aproximadamente até os três anos de idade, indo morar na cidade Salvador/Bahia, e posteriormente vindo a morar na cidade de Feira de Santana, na Bahia, onde mora até a data de hoje. Narcisio de Ogum, foi iniciado na vida afro religiosa, através do Babalorixá Paulo do Brongo, que possuía Terreiro de Candomblé no Brongo, localizada no Bonocô, na cidade de Salvador/Bahia, e logo depois o Terreiro de seu Paulo do Brongo, mudou para a Valeria, também em Salvador/Bahia, seus Orixás eram obaluaê com Sangô Ogodô. O Babalorixá Paulo do Brongo, é de raiz Africana, conforme posso afirmar que, um africano chamado José Firmino dos Santos mais conhecido como Tio Firmo (Oxum Tadê) que veio da região de Ijesá. Foi iniciado para Oxum e na cidade de Ifon, e ele se iniciou em Ifá e recebeu o nome de Baba Erufá. Juntamente com ele, veio uma princesa do Ekiti-Efon de nome Maria da Paixão (Adebolu), mais conhecida como Maria Violão. Trouxe como orixá particular rei da nação Olorokê (aquele que é cultuado no alto). Adebolu, seu nome, significa “a coroa que cobre a terra”, símbolo real por excelência. Por volta de 1860, Tio Firmo e Maria Bernarda, fundaram o Asé Oloroke no engenho velho de Brotas, onde encontra-se até hoje plantando ali o Asé de Osun e com isto além de fundar uma casa fundaram também a Nação Efon no Brasil. Mais tarde tio Firmo passa a viver maritalmente com Maria Bernarda da Paixão e passam a dividir as funções do Asé. Acredita-se que nesta época ambos já eram libertos. Os Igbas ou assentamentos dos orixás foram trazidos da África e estão até à presente data preservados no Ilé. Lá se encontram a Osun de Tio Firmo e o Oloke de Maria Bernarda, dentre outros. Apesar da libertação dos escravos a perseguição a cultos Afros,foi intensa e conta-se que Tio Firmo foi preso por várias vezes. A árvore do Iroko, um dos símbolos da casa, foi plantada após a libertação dos escravos, bem no final do século XIX. Tio firmo vindo a falecer por volta de 1905, fica a frente do Asé Maria da Paixão (Adebolu). Maria Violão iniciou várias pessoas entre os quais podemos citar Mãe Milu que foi a Ya kekere do Asé, Matilde de Jagun (Baba Oluwa), sua sucessora e terceira mãe da casa, Cristóvão Lopes dos Anjos ou Cristovão do Pantanal (Ogun Anauegi) , Celina de Yemonja (esposa de Cristóvão), Paulo de Sango (Paulo do Brongo) filho carnal de Mãe Milu, Crispina de Ogun, a quinta pessoa a governar o Asé, e muitos outros. No dia quatro de outubro de 1936 morre Maria Bernarda da Paixão aos 94 anos de idade. Após muitas divergências assume a casa Matilde de Jagun, Baba Oluwa, que fez muitos yawo entre os quais Noélia de Osun e Emiliana também de Osun. Matilde tinha vontade que Waldomiro de Xangô(Obálokitiassi) feito na casa por Cristóvão Lopes dos Anjos (Ogun Anauegi) e que tomou Obrigação de sete anos com ela, assumisse o Asé após seu falecimento. Mãe Matilde, vem a falecer no dia trinta de outubro de 1970 aos 67 anos de idade. Paulo Soares de Oliveira, mais conhecido como Paulo do Brongo iniciado no Asé Yangba Oloroke ti Efon, abriu seu próprio Asé chamado Ile Gêge Dahomé Iburaci no Brongo, localizado no Bonocô, na cidade de Salvador/Ba,em 1926, que logo depois mudou para Valéria. Meu pai Paulo do Brongo, além de mim, iniciou várias outras pessoas, dentre elas o baiano Zelito de Ogun Xoroquê. Este iniciou várias pessoas em Salvador e Brasília. Vale ressaltar, que em 1969, Paulo do Brongo iniciou Joberval para Lissa (Oxalá), com o cargo de Pejigan de heiviossô (Xangô). Com o falecimento de Paulo do Brongo, em 1985, o Pai Joberval de Oxalá assume a casa por um período de 25 anos. Conta os mais velhos que o pé de Irôco, onde era usado pelo Babalorixá Paulo do Brongo, para além dos preceitos religiosos, também ali se reúnam filhos e outras pessoas do Axé, com destino a um cortejo em romaria, com destino a Igreja de São Lazaro, onde ali também era realizado a distribuição de Tabuleiros de Flores(pipocas), em homenagem ao Orixá Obaluaê, isto era realizado tradicionalmente pelo Babalorixá Paulo do Brongo, sempre aos meses de agosto, diversas tentativas foram feitas pelo município da Capital e outros, no sentido de derrubar essa Arvore Sagrada, mas o pé de Irôco existe até o dia de hoje. Eu fui raspado pelo Babalorixá Paulo do Brongo, com quinze anos de idade Xangô Airá, foi o meu primeiro Orixá, mas desde os meus três anos de idade minha mãe me levava para os Candomblés, eu ainda cheguei a tomar Obrigação de três anos no Terreiro Gege da Dahomé Iburaci, naquela época as pessoas do axé, não tinha muita liberdades em indagar ou conversar sobre a vida dos Pais, ou Mães de Santo, eu tinha pouco tempo disponível. Com o falecimento de Paulo do Brongo, e por já está freqüentando o Terreiro de Candomblé de Odé Toquí, que também já era muito conhecido no Brongo, desde a minha feitura, tirei a Mão com Odé Toquí, e após a retirada da Mão com seu Toquí, Ogum Xoroquê, tomou conta do meu Ori Aledá, foi quando tomei a Obrigação de Sete anos, abrir meu próprio Asé denomindo Ilê Axé Alafiá, localizado no bairro da Mangabeira, na cidade de Feira de Santana, Bahia, após tomei as Obrigações de Quatorze, de Vinte e um e de Vinte e cinco anos, com o Babalorixá Ode Toquí de Oxossosi, e, daí então, os dois Orixás Xangô Ayrá e Ogum Xoroquê, ficaram reinando no meu Ilê Axé Alafiá, sendo que o Caboclo Sete Serra, é o principal transmissor das disciplinas no Ilê Axé Alafiá, e é o que fortalece a hierarquia do nosso Axé. Uma das coisas que mais me comove, foi em meu pai de Santo Odé Toquí de Oxossí, por ser um Babalorixá muito antigo no Axé, me dar permissão, me determinar, exigir e confiar, em durante toda essa trajetória do Orixá, me dar essa permissão mesmo por não ter sido o meu Táta, do inicio das obrigações dos meus Orixás, a fazer todos as obrigações dos seus Voduns, ou seja, de Oxossí de Odé Toquí, Inhasã Oya Gueré e do Caboclo Tupy da Pedra Preta, isso para mim é um das muitas gratificações da vida do meu Orixá, pois todos esses preceitos que eu fazia era com muita responsabilidade, dedicação, carinho, fé, amor e respeito ao meu Pai de Santo, Odé Toquí, e a seus Orixás, se for dar vontade de Deus, darei continuidade a todos os preceitos, que ele me dava confiança. Enfatizou o Babalorixá Narcisio de Ogum, sinto muito amor, carinho, respeito e satisfação ao meu pai Pequeno Pai Vadú de Oxalufã e a gratificação em ter iniciado todos meus filhos de Santo e principalmente a Ekede Valmira de Imanjá, Ogã Augusto de Ogum, Ekede Regina de Inhasã, Maria Elena da Oxum, Elizabeth de Oxumarê, o Baba Wilson de Ogum, Ogã Celinho de Oxossí, Sueli de Oxumarê, Ebamby Isabel de Ogunté, Vilton de Oxossí, Creonice de Oxossí, Ogã Francisco de Obaluaê, Ogã Gilberto de Ogum, Anderson de Ossanhe, Axôgum Milton de Inhasã, Ekede Priscila de Tempo, Maristela de Balé, Ogã Florisnildo Otun Orixá de Oxossi e Ivonildes de Ogunté. Peço a Olorum que continue me dando, fé, forças e resistências, para lutar com o meu axé em prol dos meus filhos, semelhantes e dos mais necessitados.

 

 

 

 

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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