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Lourenço Rebetez mistura jazz e candomblé no primeiro álbum

Gabriel Seravale | Ter, 21/06/2016 às 07:46

 

Divulgação Lourenço Rebetez se interessou pelos tambores do candomblé
Divulgação
Lourenço Rebetez se interessou pelos tambores do candomblé

O músico paulista Lourenço Rebetez se apaixonou pelo jazz desde a adolescência. No mesmo período, entre as idas e vindas à Bahia, desenvolveu um particular interesse pelo som percussivo dos rituais de candomblé e dos blocos afro. Hoje, maduro e formado em guitarra e jazz composition pela Berklee College of Music (Boston), ele reúne essas duas referências musicais no recém- -lançado álbum de estreia O Corpo de Dentro.

“Esse disco é o resultado de um trabalho que eu comecei a desenvolver por volta de 2009. Depois que passei um período estudando música nos Estados Unidos, eu voltei para o Brasil e, além de tocar com várias pessoas e compor trilhas, eu comecei a escrever alguns desses temas que agora estão no CD”, conta o músico e compositor.

Para lançar o primeiro trabalho, Lourenço contou com a colaboração de um nome de peso. O renomado guitarrista norte-americano Arto Lindsay, que já produziu discos de nomes como Caetano Veloso e Marisa Monte, assina a produção do álbum.

“Eu estava fazendo o meu primeiro disco da carreira e  queria muito ter um produtor que já tivesse feito vários, que é o caso dele. E eu achei que ele entenderia a minha ideia de misturar coisas que me formaram como músico e não faria algo tão purista”, justifica a escolha.

A parceria resulta em um trabalho bem apurado, baseado em muito estudo e pesquisa. As dez faixas  instrumentais que Lourenço inclui no CD são marcadas por uma sonoridade complexa e, ao mesmo tempo, instigante, com uma mistura de sopros, piano, guitarra e a percussão afro-brasileira.

Rumpilezz

Boa parte da inspiração de Lourenço Rebetez para compor as músicas de O Corpo de Dentro vem da Bahia, mais precisamente da Orkestra Rumpilezz, pioneira em juntar o som do candomblé com o jazz.

“Quando eu vi o show da Rumpilezz pela primeira vez, em 2009 ou 2010, eu fiquei completamente maluco com o que ouvi. Naquele verão mesmo eu fui para Salvador bater na porta do [maestro] Letieres Leite para tomar aula”, lembra o músico.

O maestro e músico baiano, aliás, teve influência fundamental sobre Lourenço na hora de conceber o novo trabalho. “Foi o Letieres quem me abriu o olhar para entender que esses ritmos todos poderiam servir de matéria prima de uma criação moderna e contemporânea”, ressalta.

No disco de estreia, a Bahia é representada nas gravações pelas presenças dos percussionistas baianos Gabi Guedes, Iuri Passos e Ícaro Sá.

 

Extraído da versão digital do Jornal A Tarde / Salvador – BA
http://atarde.uol.com.br/cultura/noticias/1780375-lourenco-rebetez-mistura-jazz-e-candomble-no-primeiro-album

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Ilé Asé Omin Oiyn, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Hoje, é editor do Jornal Awùre. Diretor Financeiro da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. Colabora com a assessoria de comunicação do PPLE - Partido Popular da Liberdade de Expressão Afro-Brasileira. É sócio diretor na agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras.

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