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Luta e cultura da mulher negra são celebradas hoje

Eventos na Zona Norte abrem espaço para debate sobre o tema

KARINA MAIA | 25/07/2015 00:13:18 – Atualizada às 25/07/2015 00:49:52

 

Rio – “Todos viemos de uma barriga negra”, diz uma das idealizadoras da Feira Crespa, na Pavuna, Elaine Rosa. Por isso, a data de hoje, Dia Internacional da Mulher  Negra Latino-Americana e Caribenha, é tão importante quanto a comemorada em 8 de março (Dia Internacional da Mulher). Mas ela não está sozinha nessa luta. Homens, como o produtor do Sarau da Lona, Thiago de Paula, também estão nessa. Tanto que, em ambos os eventos, que acontecem desta manhã até a noite, a cultura feminina negra é a grande estrela.

 

A Cia. Raiz Dança Afro-Brasileira se apresenta no Sarau da Lona Foto:  Divulgação
A Cia. Raiz Dança Afro-Brasileira se apresenta no Sarau da Lona
Foto:  Divulgação

“A mulher ainda é vista como inferior, por conta da sociedade em que vivemos. Na população negra, a coisa se agrava três vezes mais”, diz Elaine, enquanto prepara os últimos retoques para a Feira Crespa abrir suas portas hoje, das 15h às 21h30, na Arena Jovelina Pérola Negra. Por lá, a programação gira em torno de tudo que enaltece a beleza afro. “A estética vai atrair a mulher para entender uma série de coisas que estão por trás disso”, acredita Elaine.

“O cabelo é muito importante para a mulher. O crespo é um resgate da nossa ancestralidade”, emenda ela, explicando a escolha do nome do evento. Na Lona Cultural Municipal Terra, em Guadalupe, no Sarau, as principais iscas para o público são as manifestações culturais. “Em tempos de intolerância, qualquer oportunidade de homenagear a mulher negra precisa ser abraçada”, acredita Thiago, listando as atrações de hoje: “Vai ter o pessoal do afoxé, exibição do filme ‘Clementina de Jesus: Rainha Quelé’, gastronomia rastafári, a Cia. Raiz Dança Afro-Brasileira…”

Mas, além de beleza e lazer, os dois eventos também têm hora para falar mais sério. No Sarau, por exemplo, a diretora de escola e professora de arte Julia Dutra contará sua trajetória como transexual negra. “Me sinto muito mais discriminada por ser negra do que por ser trans”, conta ela, que defende a educação como o melhor caminho para a causa. “Tem que começar da base, mostrar para as crianças o diferente, pois há várias possibilidades de seres humanos.”

 

 

Extraído do site do Jornal O Dia on line / Rio de Janeiro – RJ
http://odia.ig.com.br/diversao/2015-07-25/luta-e-cultura-da-mulher-negra-sao-celebrados-hoje.html

 

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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