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Macedo Griot lança o livro Samba de Griot

August 8, 2017

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Paulo de Oxalá

 

Nascido em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, Edilson Macedo de Moraes, conhecido como Macedo Griot foi criado em Nilópolis, na Baixada Fluminense.  Seus pais e avós eram Umbandistas. Mas, para Macedo Griot seu avô, Sr. Justo, que foi sua primeira referência Griot, pois era ele que lhe contava histórias populares. Aos 15 anos ele participou de um grupo jovem de teatro de Nilópolis e aos 18 teve o primeiro contato com a cultura afro. Foi então que soube que era protegido por Exu, o mensageiro dos Orixás e senhor dos caminhos.

 

E muitos são os seus caminhos e talentos, pois além de poeta, Macedo Griot é ator, autor teatral, músico, compositor, educador e produtor cultural. Suas poesias o levaram a figurar na Coletânea de Caras do Rio 95, onde constam nomes como de Mario Lago, Ferreira Goulart, Ledo Ivo e Paulo César Pinheiro.

 

Segundo as tradições africanas, uma das funções do Griot é de contar a história através das palavras e da música, o que levou Macedo Griot a reunir em 2010 no seu espetáculo O Afro Samba, poesias com temática afro, samba de enredo, terreiro, maracatu, afoxé, e outros estilos musicais. Acompanhado pela banda Òrum, Macedo levou esse show a diversas cidades do estado do Rio de Janeiro, dentre elas: Nilópolis, Macaé e Cachoeira de Macacu.

 

Seu carisma, talento e simplicidade lhe deram acesso a importantes Terreiros de Candomblé, como o da saudosa Mãe Beata de Yemanjá, Mãe Meninazinha de Oxum e Mãe Regina Lúcia do Axé Opó Afonjá, do Rio de Janeiro.

 

Como bom Griot, ele não se cansa de produzir. E hoje, 08 de agosto, será lançado o livro ‘Samba de Griot’, que segundo Macedo é um livro de poesias escritas em ritmos de samba, maxixes e afoxés que são ambientados em histórias do universo afro, fazendo o leitor interagir com os personagens através da imaginação.

 

O livro ainda passeia pelo Brasil do século XVIII e a pequena África, atual região portuária do Rio de Janeiro e exalta antigas Yalorixás como: Tia Bibiana, Mãe Senhora, Mãe Aninha e Hilária Batista de Almeida, filha de Oxum e conhecida por Tia Ciata.  Ela era Iyá Kékeré (mãe pequena do terreiro) do Sr. João Alabá de Omolu que se destacava por reunir políticos e intelectuais da época. Tia Ciata foi uma das personalidades pioneiras para o surgimento do samba carioca.

No entendimento de Macedo Griot, outro grande momento do livro é a homenagem ao cantor, compositor e estudioso de cultura afro brasileira, Rubem Confete.

 

O livro Samba de Griot tem a contracapa elaborada por Haroldo Costa e o prefácio de Mãe Beata de Yemanjá (em memória).  Para Macedo Griot o prefácio deixado por Mãe Beata se tornou uma homenagem, pois ela incentivou muito o seu trabalho, inclusive com depoimento em vídeo.

 

Segundo Macedo, outra grande força dada ao seu trabalho foi por Mãe Meninazinha, que também registou seu apoio em vídeo.

 

Macedo nos revelou que após o lançamento, o conteúdo do livro será transformado em um espetáculo musical e um CD.

 

 O livro ‘Samba de Griot’ será lançado hoje, 08 de agosto às 19h, no Bar Carioca da Gema. Av. Mem de Sá, 79, Lapa/RJ.

 

Axé!

 

 

 

Extraído do blog do colunista do Jornal Extra e babalorixá Paulo de Oxalá / Rio de Janeiro – RJ
https://www.paulodeoxala.com.br/single-post/2017/08/08/Macedo-Griot-lan%C3%A7a-o-livro-Samba-de-Griot

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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