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Mãe de santo acredita em intolerância religiosa após centro ser depredado

Redação SRZD | 07/08/2015 19h30

 

A mãe de santo Rejiane Varjão sofreu violência no seu centro em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás. Desde suainvasao22 conversão ao candomblé, há 18 anos, sempre presenciou olhares de reprovação e ouviu ofensas por conta de sua religião, mas nunca havia sofrido tal ato. “Quebraram tudo: os santos, as imagens, e ainda levaram louça, talheres. Tive um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. Candomblé é uma religião cara”, lamentou.

A mulher relata que, por volta das 18h, uma vizinha telefonou informando que um grupo de quatro homens encapuzados estava depredando o lugar. Rejiane correu para o local com o marido, Edvaldo do Nascimento, babalorixá, e encontraram as portas e janelas arrancadas.

“Tenho esse centro há cinco anos e hoje recebemos 69 filhos, de crianças a idosos. Lembro que, tanto durante a construção como nas nossas festas, uma pessoa reclamava, falava que tínhamos que aceitar Jesus, mas não desconfiamos de ninguém. Sempre sofri agressões verbais”, afirma ela, que acredita em intolerância religiosa.

De acordo com o delegado Felipe Socha, do Centro Integrado de Operações de Segurança de Santo Antônio do Descoberto (Ciops), onde o caso foi registrado, é difícil identificar os culpados sem mais detalhes. “Em três anos que estou aqui, nunca vi um caso parecido num centro de candomblé, mas vi em igreja evangélica”, lembrou ele.

 

Extraído do Blog do Jornalista Sergio Rezende SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/253148+mae+de+santo+acredita+em+intolerancia+religiosa+apos+centro+ser+depredado

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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