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 ‘Mãe Stella continua lúcida e tem o controle da situação’, diz amigo

Familiares e filhos de santo da iyalorixá estariam preocupados com sua integridade física e psicológica e por isso teriam pedido intervenção do MP

Rebeca Bastos

Publicado em 21/06/2017 às 10h42.

 

Na foto: Iyalorixá Mãe Stella de Oxossi. Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

 

Considerada uma das mais influentes e respeitadas líderes religiosas do candomblé na contemporaneidade, Mãe Stella de Oxóssi tem sido alvo de especulações sobre as suas relações familiares. Conforme a coluna Satélite, publicada no Correio desta quarta-feira (21), a iyalorixá estaria sem contato com parentes e filhos de santo do terreiro do qual é matrona, o Ilê Axé Opó Afonjá, no bairro de São Gonçalo do Retiro.

Em busca de maior contato com Mãe Stella, seus familiares teriam pedido uma intervenção do Ministério Público da Bahia (MP-BA). À coluna, uma sobrinha, que pediu anonimato, disse que o relato de isolamento e suspeitas de maus-tratos físicos e psicológicos foi feito junto aos promotores que atuam na área de defesa dos idosos. Desde domingo (18) a família estaria sem nenhuma notícia dela. Por sua vez, o MP-BA nega conhecer o caso.

Ao bahia.ba, um amigo ligado ao terreiro e próximo a Mãe Stella, que tem 92 anos, atribuiu as denúncias a um interesse prévio sobre a sucessão do Afonjá. “Mãe Stella continua lúcida e tem o controle e consciência da situação que ela se encontra. O problema é que existe uma questão já de poder dentro do terreiro, sobre sucessão, hierarquia e bens”, explicou.

Ainda conforme a fonte, todas as quarta-feiras a iyalorixa desce para a cerimônia Amalá de Xangô (comida de Xangô) e qualquer pessoa tem acesso a ela. Para encerrar a questão, ele foi taxativo ao dizer que “não existem maus tratos, cárcere privado e impedimento.”

 

Extraído do portal de notícias IBahia / Salvador – BA
http://bahia.ba/salvador/mae-stella-continua-lucida-e-tem-o-controle-da-situacao-diz-amigo/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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