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Mãe Valnízia é nova articulista de A TARDE

Da Redação | Qua, 03/12/2014 às 08:28

 

Raul Spinassé | Ag. A TARDE | 02.12.2014 Valnízia Pereira de Oliveira passa a assinar, mensalmente, artigos nas páginas de Opinião de A TARDE
Raul Spinassé | Ag. A TARDE | 02.12.2014
Valnízia Pereira de Oliveira passa a assinar, mensalmente, artigos nas páginas de Opinião de A TARDE

A partir do próximo dia 17, a Iyalorixá Valnízia Pereira de Oliveira passa a assinar, mensalmente, artigos nas páginas de Opinião de A TARDE.  Dessa  forma fica mantido o espaço para a abordagem de  questões diversas  sob o ponto de vista do candomblé, que, desde maio de 2011, eram apresentadas nos  artigos de  mãe Maria Stella de Azevedo Santos, Iyalorixá do terreiro Ilê Axé Opô Afonjá.

“Será uma experiência nova e que dá continuidade  à história iniciada nesse espaço por mãe Stella, uma pessoa  muito experiente e sábia. Em nossa religião temos por base o respeito aos mais velhos por entender que isso significa também avanço em mais sabedoria”, diz mãe Valnízia.

De acordo com ela, escrever é uma forma de manter o diálogo entre as artes de aprender e ensinar. “Quando a gente escreve,  coloca o que está pensando para a opinião de outras pessoas. Então escrever  é aprender e ensinar. Eu, por exemplo, aprendi muito com os textos de mãe Stella”, completa mãe Valnízia.

Mãe Stella deixou a publicação regular dos seus artigos em A TARDE, que eram veiculados quinzenalmente, sempre às quartas-feiras. O último foi há 15 dias.

A decisão de interromper a colaboração foi  por conta de suas muitas atividades religiosas e coordenação de projetos, como o denominado “Encontro Colorido da Encantada Espiritualidade Baiana”. O projeto mantém uma biblioteca móvel audiovisual denominada “Animoteca” e   especializada em diversidade religiosa.

O projeto  foi sendo construído a partir de reflexões realizadas por mãe Stella também nos artigos publicados em A TARDE.

Trajetória

Líder do Terreiro do Cobre, localizado no Engenho Velho da Federação e que tem Xangô como patrono,  mãe Valnízia, 55 anos, foi iniciada no candomblé no terreiro da Casa Branca para o orixá Ayrá. Ela  é autora dos  livros Resistência e Fé,  publicado em 2009,  e Aprendo Ensinando, de 2011.

Há 26 anos mãe Valnízia  dirige o Cobre, fundado no fim do século XIX pela africana Margarida de Xangô, que iniciou a linhagem sacerdotal da família.

Mãe Valnízia é bisneta de  Flaviana Bianchi, chamada por intelectuais como Jorge Amado e Édison Carneiro de “Flaviana, a grande”.

Consagrada a Oxum, mãe Flaviana é uma das personagens do livro Cidade das mulheres, escrito pela antropóloga americana Ruth Landes, publicado em 1947,  e que é um dos clássicos da etnografia sobre o candomblé baiano.

Boas-vindas

Usando a palavra “difícil” para definir sua decisão de deixar de contribuir regularmente com os artigos em A TARDE,  mãe Stella explicou em texto, publicado dia 19,  que está deixando essa atividade por conta de seus outros compromissos.

“Tomar decisões é sempre muito difícil, principalmente quando esta decisão implica deixar uma atividade que nos dá prazer e alegria. Foi o que aconteceu comigo quando precisei deixar de escrever artigos para este conceituado jornal. Foi no treinamento do desapego, que todo sacerdote precisa fazer, que encontrei a força que precisava”, diz.

A Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá diz que ficou  tranquila  quando soube que a Iyalorixá Valnízia Pereira vai escrever artigos para a seção de Opinião de A TARDE.

“A  tranquilidade veio quando fiquei sabendo que o espaço do jornal que era utilizado por mim passará a receber, agora, os conhecimentos de outra líder religiosa. Que a Iyalorixá Valnízia Pereira  tenha muita alegria ao empreender esta nova jornada e conte, como sei que sempre contou, com as bênçãos dos orixás”, acrescentou.

 

 

Extraído do Blog Mundo Afro / suplemento do Jornal A Tarde
http://atarde.uol.com.br/opiniao/noticias/1643626-mae-valnizia-e-nova-articulista-de-a-tarde?direcionado=true

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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