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Mais uma vez, Crivella faz censo religioso na Prefeitura do Rio

Para participar do programa Academia Carioca da Secretaria Municipal de Assistencia Social, que estimula a prática de atividade física nas Unidades Básicas de Saúde, é necessário preencher um formulário onde os candidatos respondem perguntas sobre seu estado de saúde.

Tem duas perguntas, contudo, que são intrigantes. Uma, que indaga sobre a cor do pretendente. E a outra, sobre qual religião por ele praticada.

Chegou às minhas mãos uma cópia desse formulário, e por isso, decidi denunciar ao MP – mais uma vez – Crivella e a Prefeitura, porque, mais uma vez, a máquina pública está sendo utilizada para a realização de censo religioso.

Crivella repete a mesma conduta que levou a Guarda Municipal a ser denunciada por mim ao MP. Dessa vez, ele quer saber qual é a religião do cidadão que se inscreve para participar do programa Academia Carioca. Aliás, além da religião, quer saber a sua cor. Em qual academia do Brasil, alguém tem que preencher um formulário em que conste perguntas sobre sua crença e sua cor?

Além de denunciar Crivella ao MP, irei à Justiça para que seja suspensa a distribuição dos formulários pela Secretaria de Assistencia Social para o programa Academia Carioca. “O artigo 5º da Constituição Federal diz que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, não existindo qualquer razão, portanto, para uma repartição pública indagar de candidatos a fazerem exercícios físicos através de um programa social, que informem sua crença religiosa e sua cor.

Uma pergunta fica no ar: o responsável na Secretaria de Assistencia Social pela seleção dos candidatos que participarão desse programa pertence a que religião? Seus critérios serão baseados em que? Naqueles que têm religião semelhante a dele? E os que professarem outra crença, estarão automaticamente excluídos? Qual outra razão para saber qual a fé do cidadão que deseja apenas exercitar-se?

Continuo recebendo informações sobre a utilização da prefeitura carioca para objetivos religiosos que contrariem nossas leis.

Vamos continuar mantendo contato. Abraço forte do
 
Deputado Átila Nunes

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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