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Mangueira chama público para curtir e conhecer vida de Maria Bethânia

fev. 9, 2016     WIL6828 Com enredo “Maria Bethânia – A Menina dos olhos de Oyá”, a Mangueira, uma das escolas de samba mais conhecidas do mundo, fechou os desfiles Grupo Especial do Carnaval 2016 na madrugada desta segunda-feira (9). O responsável por desenvolver o tema foi o carnavalesco Leandro Vieira, enquanto Ciganerey puxou o samba-enredo. Na comissão de frente, do coreógrafo Junior Scarpin, os componentes exaltaram a orixá Oyá. Conhecida como Iansã, a deusa africana que rege a cabeça da homenageada. Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Raphael Rodrigues e Squel Jorgea, bailavam vestidos de “Axé do Candomblé” para simbolizar os ritos, menções e personagens do candomblé. Ele era Ogã e ela Iaô. O candomblé também era citado, novamente, no carro abre-alas. O “Oyá e Oxum – Oxum” abordou o axé de Bethânia com a prática da religião. A missão de vir como rainha de bateria ficou com Evelyn Bastos. Ela fez referência a famosa canção “Fera ferida”, de autoria de Roberto Carlos e Erasmos Carlos, mas eternizado por Bethânia. Os ritmistas do mestre Ailton usaram uma fantasia com estética felina. Entre os famosos que marcaram presença no desfile da Verde Rosa tiveram personalidades como Aílton Graça, que também saiu no Salgueiro; Cauã Reymond; Junior; o ex-lateral do Flamengo; Beth Carvalho; Alcione; Adriana Calcanhoto e a própria Maria Bethânia.
Foto: Carlos Will / Manchete Online
Foto: Carlos Will / Manchete Online
    Confira o samba: “Raiou… Senhora mãe da tempestade A sua força me invade, o vento sopra e anuncia Oyá… Entrego a ti a minha fé O abebé reluz axé Fiz um pedido pro Bonfim abençoar Oxalá, Xeu Êpa Babá! Oh, Minha Santa, me proteja, me alumia Trago no peito o Rosário de Maria Sinto o perfume… Mel, pitanga e dendê No embalo do xirê, começou a cantoria Vou no toque do tambor… ô ô Deixo o samba me levar… Saravá! É no dengo da baiana, meu sinhô Que a Mangueira vai passar Voa, carcará! Leva meu dom ao Teatro Opinião Faz da minha voz um retrato desse chão Sonhei que nessa noite de magia Em cena, encarno toda poesia Sou abelha rainha, fera ferida, bordadeira da canção De pé descalço, puxo o verso e abro a roda Firmo na palma, no pandeiro e na viola Sou trapezista num céu de lona verde e rosa Que hoje brinca de viver a emoção Explode coração Quem me chamou… Mangueira Chegou a hora, não dá mais pra segurar Quem me chamou… Chamou pra sambar Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá Não mexe comigo, eu sou a menina de Oyá”   Extraído do portal de notícias Manchete online / Rio de Janeiro – RJ http://www.mancheteonline.com.br/mangueira-chama-publico-para-conhecer-e-curtir-maria-bethania/

About The Author

Sérgio Carvalho se iniciou na Umbanda, pelo Babalorixá Arnaldo de Omulu (in memorian), na T.E.Nanã Buruquê, realizando sua camarinha em dezembro de 1995. Em 2001, se iniciou no Candomblé pelas mãos do Babalorixá Jô d´Osogiyan, no Asé Omin Oiyn Ilè, sendo neto de Iyá Nitinha d´Osun (in memorian), do Asé Engenho Velho - Miguel Couto - RJ. Militante em prol da defesa da religião afro-brasileira, ingressou nas fileiras do extinto IPELCY (Instituto de Pesquisas e Estudo da Língua e Cultura Yorubá), dirigido por Jairo d´Osogiyan. Exerce o cargo de Diretor de Cultura e Comunicação da ANMA - Associação Nacional de Mídia Afro. É proprietário da agência Marfim Assessoria & Eventos. Faz parte da equipe de duas das maiores premiações do jornalismo brasileiro, o Embratel e o Petrobras. É editor responsável pelo jornal web Awùre – http://www.awure.jor.br – veículo que aglutina os momentos mais importantes da cultura e religiosidade afro-brasileira.

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